PUBLICIDADE
Queda de 40%: IBGE revela recuo histórico da extrema pobreza em MS

IBGE revela queda histórica de 40% na extrema pobreza em MS! Descubra como programas sociais como MS Supera e Mais Social transformaram a vida de milhares de famílias.

Levantamentos oficiais indicam que mais de 40 mil pessoas saíram da condição de pobreza em Mato Grosso do Sul entre 2023 e 2024, reflexo de medidas adotadas pelo governo estadual desde o início de 2023. De acordo com o IBGE, a proporção de pessoas em extrema pobreza caiu 40,74 por cento em dois anos, de 2,7 por cento em 2022 para 2,0 por cento em 2023 e para 1,6 por cento em 2024, considerando como extremamente pobres as famílias que recebem até US$ 2,15 por dia.

O trabalho de mapeamento e o redesenho dos programas sociais do Estado são apresentados como elementos centrais desse resultado. A Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos desenvolveu ações de identificação e inclusão de famílias vulneráveis e, desde 17 de março de 2025, realiza busca ativa com cruzamento de dados e georreferenciamento em 79 municípios para localizar famílias que não recebem nenhum benefício.

Queda pobreza pobreza

Programas estruturantes e benefícios

As iniciativas estaduais foram reorganizadas para atuar como políticas estruturantes, com foco em assistência social, segurança alimentar, inclusão e qualificação profissional. O MS Supera, reformulação do antigo Vale Universidade, passou a garantir remuneração equivalente a um salário mínimo a estudantes de baixa renda para estimular a permanência em cursos de graduação e em cursos técnicos, reduzindo a evasão.

O Mais Social foi aprimorado e entre as mudanças passou a oferecer adicional de R$ 300 para beneficiários que estejam frequentando ensino regular ou EJA. Atualmente o Mais Social atende mais de 40 mil famílias e o MS Supera dispõe de 2.200 vagas, número que será ampliado para 2.500 no próximo ano.

MS inclui 4 mil novas famílias no Mais Social com trabalho de busca ativa
Dentro da proposta de reduzir a extrema pobreza, Busca Ativa teve início em 17 de março de 2025

Outras ações complementares mantêm a proteção social e a dignidade de beneficiários, entre elas o Energia Social Conta de Luz Zero que cobre a conta de luz de 29 mil famílias de baixa renda, o programa Cuidar de Quem Cuida com 1.878 beneficiados e a entrega de cestas alimentares a mais de 20 mil famílias indígenas aldeadas.

Casos e vozes

Ariadne Mariana Rocha da Cunha, 24 anos, acadêmica de Medicina na UFMS e primeira pessoa da família a concluir o Ensino Médio, descreveu os desafios financeiros que enfrentou ao ingressar na universidade e como a alteração do programa a beneficiou.

“Quando entrei na faculdade começou outro dilema, o de me manter na UFMS. Começaram os gastos, compra de jaleco, do estetoscópio, gastos com alimentação. Ficou muito apertado. Foi quando mudaram a legislação e deixaram de exigir o estágio obrigatório, que impedia o acesso de estudantes de período integral ao programa. Eu me inscrevi e foi uma segunda vitória. A primeira foi quando eu passei no vestibular e a segunda quando fui aprovada para receber o MS Supera”

Estudante de Medicina Ariadne beneficiaria MS Supera pobreza

Ariadne disse ainda que a trajetória pessoal motivou a escolha pela medicina e que o apoio financeiro permitiu dedicação plena aos estudos.

“Quando minha mãe sofreu um acidente e precisou de atendimento, ela foi muito maltratada pelo médico. Foi aí que eu comecei a me interessar pela medicina, para poder tratar os pacientes de forma diferente, independente de eles serem ricos ou pobres, e é isso que eu vou fazer”

Patrícia Cozzolino, secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, explicou a lógica por trás das mudanças e a meta de transformar programas assistenciais em instrumentos de emancipação social.

Ariadne pobreza
Leonel Hamana Figueiredo, Daniel de Oliveira Ezidio e Ariadne são alunos de Medicina que recebem o MS Supera

“Fizemos o diagnóstico e a adequação dos nossos programas sociais para se transformarem em programas estruturantes, acabando com o assistencialismo e colocando as pessoas na vida produtiva por meio de incentivos positivos. Com isso, estamos perseguindo a erradicação da extrema pobreza e reduzindo a pobreza”

Os dados do IBGE e a descrição das ações estatais foram divulgados com base nas informações disponibilizadas pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos e pelos levantamentos oficiais citados, que apontam avanços em indicadores sociais e ampliam o escopo de cobertura dos programas em curso.

PUBLICIDADE
andorinha pobreza

Veja também