Um homem de 46 anos foi preso por zoofilia em flagrante em Caarapó, município localizado a 274 quilômetros de Campo Grande, após ser flagrado abusando sexualmente de uma cadela. O caso, registrado pela Polícia Civil, ocorreu na madrugada da última quinta-feira (3).
Irmã do autor presenciou o crime e acionou a polícia
De acordo com o boletim policial, o crime aconteceu por volta das 3h da manhã, dentro da residência onde o homem morava com a irmã. Foi ela quem presenciou o ato, ao flagrar o irmão levando o animal até uma cama para cometer o abuso. Diante do flagrante a mulher acionou a polícia que deteve o suspeito.
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Durante a apuração, uma testemunha contou aos investigadores que o homem já havia cometido esse tipo de violência anteriormente. Segundo ela, outros animais também teriam sido vítimas.
Em depoimento, o preso confirmou que já havia praticado zoofilia com frequência, inclusive contra o mesmo animal resgatado e contra outros cães, um dos quais teria morrido em decorrência dos abusos.

Cadela apresentava lesões e foi resgatada
A cadela foi socorrida e encaminhada para um exame de corpo de delito, que confirmou lesões na região genital. Após o atendimento veterinário, o animal foi acolhido pela Apac (Associação de Proteção Animal de Caarapó), entidade responsável por cuidar de animais vítimas de maus-tratos no município.
O autor do crime passará por audiência de custódia quando a Justiça vai decidir se ele permanecerá preso ou responderá ao processo em liberdade.
Outras denúncias contra o suspeito estão sendo investigadas
A polícia também apura outras possíveis condutas criminosas relacionadas ao mesmo indivíduo. De acordo com informações levantadas durante a coleta de provas, surgiram indícios de uma tentativa de abuso sexual contra uma criança dias antes da prisão. Esse episódio, ainda sob investigação, pode resultar em novos desdobramentos judiciais.
A Delegacia de Caarapó reforça a importância da denúncia e pede apoio da população para a Apac, que tem acolhido diversos animais em situação de vulnerabilidade. De acordo com comunicado, a associação precisa de ração, medicamentos, itens de higiene e contribuições financeiras para continuar o trabalho de resgate e reabilitação.