Narcotraficante José Luis Bogado Quevedo é extraditado para o Brasil

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  • Post publicado:4 de abril de 2025

O narcotraficante José Luis Bogado Quevedo, conhecido como “Kuré”, de 41 anos, foi extraditado para o Brasil nesta quinta-feira (3). Natural do Paraguai, ele atuava em Pedro Juan Caballero, cidade que faz fronteira com Ponta Porã (MS), e possui uma condenação de 17 anos de prisão por tráfico de drogas na Justiça brasileira.

Quevedo foi preso em 30 de janeiro de 2022, após sobreviver a um atentado a tiros durante uma festa em San Bernardino, às margens do Lago Ypacaraí, que reuniu aproximadamente 20 mil pessoas. No ataque, duas pessoas foram mortas, entre elas a influenciadora digital Cristina Isabel Vita Aranda Torres.

Narcotraficante extraditado para o Brasil
Quvedo possui condenação de 17 anos de prisão por tráfico de drogas no Brasil

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A extradição de Quevedo já havia sido autorizada anteriormente pela Justiça do Paraguai, mas a decisão foi revogada em junho do ano passado pelo juiz Miguel Palacios, sob a justificativa de que o criminoso ainda precisava responder por delitos no país vizinho. Posteriormente, a ordem foi restabelecida e a transferência concluída nesta quinta-feira.

O narcotraficante foi escoltado por agentes da Interpol da Penitenciária de Emboscada até a Ponte da Amizade, onde foi entregue a policiais federais na delegacia da PF em Foz do Iguaçu (PR).

Identidade falsa e histórico criminal

Ferido durante o ataque na festa, Quevedo foi localizado pela polícia, enquanto recebia atendimento médico. No momento da abordagem, ele apresentou um documento de identidade falso em nome de José Luiz Bogado Gonzalez, supostamente emitido pela Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul.

O criminoso estava na lista de procurados da Interpol desde 2018, mas seu mandado de prisão foi temporariamente retirado do sistema por policiais paraguaios, posteriormente presos e condenados por corrupção.

Com pelo menos 34 processos em andamento no Brasil, Quevedo tem vínculos familiares com o crime organizado em ambos os lados da fronteira. Ele é sobrinho do ex-vereador paraguaio César Quevedo Isnardi, preso em 2015 pelo roubo de 252 quilos de cocaína da Chefatura da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero. Outro tio, Fábio Quevedo Isnardi, é apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Ribeirão Preto (SP).

A quadrilha de Quevedo fornecia drogas para traficantes em Bocaina (SP). Em 2013, um agente da Polícia Federal morreu durante um confronto armado com os criminosos, e um avião utilizado no tráfico de cocaína foi incendiado.

A aeronave estaria vinculada a Quevedo. O líder do grupo, Adriano Aparecido Mena Lugo, foi capturado pela PF em Ponta Porã, em abril de 2014.