O governo de Mato Grosso do Sul declarou emergência ambiental em todo o estado nesta quinta-feira (27), válida pelos próximos 180 dias.
A medida, assinada pelo governador Eduardo Riedel, responde às condições climáticas críticas que elevam o risco de incêndios florestais, especialmente no Pantanal, onde o volume de chuvas está abaixo da média histórica.
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Pacto do Pantanal e bases científicas
Durante o lançamento do Pacto do Pantanal – programa de desenvolvimento sustentável para a região –, o secretário Jaime Verruck (Semadesc) explicou que o decreto foi embasado em dados do Cemtec-MS, Cemaden e Lasa/UFRJ, que monitoram secas e focos de calor.
“A umidade do solo está crítica. A emergência nos permite organizar ações preventivas e antecipar o combate a incêndios”, afirmou. O ministro substituto do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, participou do evento, reforçando a integração federal.
Estratégia de combate aos incêndios
O Corpo de Bombeiros Militar receberá R$ 34,8 milhões em 2025 para operações no Pantanal, mantendo 11 bases avançadas e 177 militares em pontos estratégicos. A estrutura inclui viaturas, barcos, aeronaves e equipamentos especializados.
“Em 2024, reduzimos danos com respostas ágeis. Repetiremos a estratégia este ano”, destacou o coronel Frederico Salas, comandante da corporação.

A seca prolongada e a vegetação ressecada transformam o bioma em um “combustível” para incêndios de grandes proporções. Em 2023, o estado registrou mais de 4 mil focos de calor, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
O decreto permite acelerar a contratação de brigadistas, a aquisição de equipamentos e a parceria com instituições como o Prevfogo (Ibama).
Próximos passos
O Pacto do Pantanal prevê ainda ações de recuperação de áreas degradadas, incentivo a práticas agropecuárias sustentáveis e monitoramento via satélite. Enquanto isso, o governo orienta a população a evitar queimadas e denunciar atividades irregulares pelo telefone 193.
