Gestante vai de moto ao hospital após não conseguir ambulância e MP apura morte de bebê em MS

A morte de uma recém-nascida levou o Ministério Público de Mato Grosso do Sul a investigar o atendimento prestado à mãe antes e durante o parto em Sete Quedas. A criança morreu em maio no Hospital Municipal, depois que a gestante tentou solicitar uma ambulância, não conseguiu atendimento pelo telefone e precisou seguir de motocicleta até a unidade.

A mulher chegou ao hospital em trabalho de parto e apresentava uma gestação com o bebê em posição pélvica, condição considerada de maior complexidade. A unidade municipal não possuía estrutura cirúrgica para a realização de uma cesariana, situação que passou a integrar a apuração aberta pela 1ª Promotoria de Justiça de Sete Quedas.

O procedimento também vai analisar o acompanhamento realizado durante o pré-natal e verificar se os protocolos previstos para a gestação foram cumpridos pela rede de atenção básica. A Promotoria quer esclarecer ainda como funcionava o telefone utilizado pela população para solicitar ambulâncias de urgência no município.

Hospital e Secretaria de Saúde terão de prestar esclarecimentos

A Secretaria Municipal de Saúde e a direção do Hospital Municipal receberam requisições para apresentar informações técnicas e cópias dos protocolos utilizados no atendimento. O prazo estabelecido pelo MPMS para as respostas é de 15 dias.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul e o Conselho Regional de Enfermagem também foram comunicados sobre o caso. Os dois órgãos poderão adotar medidas dentro de suas respectivas áreas de fiscalização profissional.

A investigação busca reconstruir toda a assistência oferecida à gestante, desde o acompanhamento pré-natal até o pedido de transporte e o atendimento no momento do parto. O procedimento ainda está em andamento e não estabeleceu responsabilidade de profissionais ou do município pela morte da criança.

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