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Após votar, Lula diz que Brasil não vai avançar com “miliciano” e cita Banco Master

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom contra adversários depois de votar neste domingo (4), em São Bernardo do Campo. Sem citar nominalmente um candidato ao usar o termo, Lula afirmou que “o Brasil não irá para a frente com miliciano” e, na mesma manifestação, mencionou as investigações relacionadas ao Banco Master.

Ao falar sobre o banco, o presidente usou a expressão “quadrilha do Banco Master” e criticou o que chamou de “orgia” em torno do caso. A declaração foi feita enquanto Lula defendia que o país avance com seriedade, caráter e dignidade dos governantes.

O candidato à reeleição havia votado por volta das 9h15 na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção. Ele chegou acompanhado de Janja Lula da Silva, Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva e outros aliados.

Na conversa com jornalistas, Lula apresentou a eleição como uma disputa entre projetos distintos para o Brasil. Segundo ele, os eleitores teriam de escolher entre fortalecimento do regime democrático e “barbárie”, além de desenvolvimento e atraso.

Lula também disse estar certo de que vencerá a eleição e voltou a pedir participação dos eleitores, inclusive daqueles com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo. Ao comentar o resultado que sairá das urnas, afirmou que a decisão popular será respeitada.

Mudanças no STF

Ainda após votar, Lula defendeu mudanças na escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele disse pretender ouvir juristas antes de formular uma proposta e afirmou ser favorável à definição de tempo de mandato para integrantes da Corte.

O presidente também declarou que considera incompatível que ministros do STF sejam ricos e afirmou que a Corte precisa de mais mulheres. Neste ano, Lula indicou Jorge Messias para uma vaga no Supremo, mas a indicação foi rejeitada pelo Senado.

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