Defesa Civil de Corumbá alerta para calor extremo e aumento do risco de incêndios

A Sala de Situação da Defesa Civil Municipal de Corumbá mantém monitoramento contínuo das condições meteorológicas na área urbana e em pontos do Pantanal para avaliar temperatura, umidade relativa do ar, precipitação, vento e rajadas, além de estimar índices de desconforto e estresse térmico.

Na estação localizada no centro de Corumbá foi registrada temperatura máxima de 43,2 °C às 14 horas, com umidade relativa próxima de 22% e índice de calor estimado em torno de 45 °C considerando esses parâmetros.

Na Fazenda São Francisco, no Pantanal do Paiaguás, a máxima alcançada foi 42,8 °C. Às 14 horas ainda eram registrados 42 °C, umidade relativa de 25%, vento na casa de 17 km/h e rajadas próximas de 35 km/h, situação que também resultou em sensação térmica por volta de 45 °C.

A sensação térmica não corresponde à leitura do termômetro isoladamente e é calculada a partir da combinação de fatores meteorológicos, principalmente temperatura e umidade, e para atividades sob exposição direta ao sol a carga térmica sobre o corpo pode aumentar devido à radiação solar.

Temperaturas acima de 40 °C intensificam riscos à saúde como desidratação, exaustão pelo calor, cãibras, queda de pressão, agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias e, nos casos mais graves, insolaçã o e hipertermia. Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao ar livre merecem atenção redobrada. A orientação é aumentar a ingestão de água, evitar exercícios físicos intensos nos horários mais quentes, usar roupas leves e procurar locais protegidos do sol sempre que possível.

A condição de calor extremo associada à baixa umidade, ausência de chuva, vegetação ressecada e ventos favorece a rápida perda de umidade dos combustíveis vegetais e pode acelerar a propagação de um incêndio caso haja fonte de ignição, elevando o potencial de fogo tanto em áreas urbanas quanto em zonas rurais e no Pantanal.

O acompanhamento operacional da Defesa Civil e das brigadas locais demonstra a necessidade de articulação entre órgãos e de medidas preventivas imediatas antes que focos de calor evoluam para incêndios de maiores proporções.

“Neste período, nossa preocupação não é somente acompanhar a temperatura. Nós observamos conjuntamente umidade, vento, ausência de chuva e as condições da vegetação. Quando esses fatores se combinam, qualquer atividade capaz de produzir chama, faísca ou calor pode representar um risco maior de início e propagação de incêndio. Por isso, a principal orientação neste momento é prevenção”, destaca Capitão Silvanei da Defesa Civil Municipal de Corumbá.

O Comitê Municipal de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais no Pantanal de Corumbá mantém atuação integrada entre órgãos públicos, Corpo de Bombeiros, instituições ambientais, setor produtivo, organizações da sociedade civil e brigadas que atuam no território, com ações coordenadas de vigilância e resposta.

Entre as medidas em curso estão o monitoramento permanente de condições meteorológicas e de focos de calor pela Sala de Situação, o avanço da elaboração do projeto do Plano Municipal de Manejo Integrado do Fogo PMIF, o fortalecimento e a integração de brigadas comunitárias e privadas, o aprimoramento de protocolos de comunicação e acionamento e a articulação para ampliar equipamentos, capacitação, conectividade e capacidade de resposta nas regiões mais afastadas do município.

Durante períodos de calor extremo e baixa umidade o Comitê reforça a necessidade de cautela com queima de resíduos, uso do fogo em propriedades rurais, soldagens, operação de maquinários que possam gerar faíscas e descarte de cigarros, porque qualquer atividade potencialmente geradora de chama ou fagulha pode originar incêndios.

Diante de qualquer indício de fumaça ou incêndio a recomendação é comunicar de imediato os órgãos responsáveis, o que possibilita atuação rápida e contenção antes que o fogo adquira maiores proporções.

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