Sejusp diz que policiais presos por desvio de drogas já eram monitorados
Policiais e um delegado investigados na Operação Infiltrados já eram acompanhados internamente pelas corregedorias das forças de segurança antes da ação deflagrada nesta quinta-feira (24), segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul.
A Sejusp informou que três dos investigados já haviam sido presos anteriormente e que um deles foi exonerado recentemente. Augusto Torres Galvão Florindo, um dos nomes citados na investigação, foi demitido da Polícia Civil em 9 de setembro.
Entre os alvos aparecem ainda o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa e os policiais Roberto Palmeira, Dionísio Pego, Douglas Tobias e Neverson Vieira de Araujo. Hoffman, que já comandou a Delegacia Especializada de Repressão ao Tráfico de Drogas (Denar) e teve passagem pelo Garras, ainda não havia sido localizado até a atualização divulgada nesta quinta-feira.
A Operação Infiltrados cumpre 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos. Até então, 12 servidores públicos haviam sido presos, sendo nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.
Segundo o Gaeco, a investigação mira um grupo formado por agentes das forças de segurança suspeitos de retirar drogas mantidas sob custódia em delegacias e depósitos públicos. A apuração aponta que principalmente cocaína teria sido desviada e posteriormente repassada a traficantes e integrantes de organizações criminosas.
Entre os policiais civis nominalmente citados, as prisões de Augusto e Neverson haviam sido confirmadas até aquele momento. As ordens judiciais e buscas continuavam em cumprimento ao longo desta quinta-feira.
A investigação começou em outubro de 2025 a partir de informações e provas obtidas nas operações Traquetos e Blindspot, que já apuravam possíveis relações entre agentes públicos e integrantes do narcotráfico.
A ação desta quinta-feira é conduzida pelo Gaeco em conjunto com as corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Militar. A Sejusp afirmou que os procedimentos internos de acompanhamento dos agentes já estavam em andamento antes da deflagração da operação.
