Polícia e Procon fecham dois comércios suspeitos de tráfico e contrabando em Campo Grande
Fiscalização lacra estabelecimentos após denúncia de moradores
Dois pontos comerciais no Portal Caiobá, em Campo Grande, foram fechados na tarde de quinta-feira em uma operação da Polícia Civil com o Procon-MS diante de suspeitas de tráfico de drogas, contrabando e comercialização de bebidas adulteradas. As equipes cumpriram mandados em um lava a jato e uma conveniência localizados na Rua Poente, lacrando os locais após recolher 522 gramas de maconha, mais porções da droga, bebidas importadas sem origem comprovada, 316 maços de cigarros de marca estrangeira, joias, celulares, cerca de 400 reais em dinheiro e uma balança comumente usada para pesar ouro em transações clandestinas.
Investigações foram abertas após registro de reclamações sobre movimentação intensa à noite, consumo de entorpecentes, som em volume elevado e homens armados circulando na vizinhança, conforme informado pelas equipes policiais. Durante vistoria, os agentes localizaram em uma gaveta ao lado do caixa mais porções de maconha prontas para comercialização. Uma ordem judicial também foi cumprida no local e levou à prisão de um jovem de 27 anos, suspeito de liderar o tráfico na Vila Fernanda e de ligação com furtos a empresas na região.
Entre os objetos apreendidos estavam seis garrafas de uísques e vodcas importadas sem nota fiscal ou rotulagem em português, além de quatro garrafas de uísque White Horse com sinais de adulteração. Fiscais encontraram 52 vasilhames vazios em bom estado com selos do IPI intactos, material usado para reenvasamento e falsificação clandestina de bebidas, atingindo inclusive marcas como Jack Daniel’s, Red Label e cachaça artesanal. Os cigarros da marca Fox eram vendidos a 3,50 reais cada unidade na conveniência, que também guardava registros e uma balança apontados como instrumentos de agiotagem e extorsão.
O proprietário dos comércios, identificado como Ademir Pereira de Souza, chamado de “Autêntico”, e sua mãe, responsável por gerenciar os estabelecimentos, não foram localizados durante a operação. Um funcionário presente foi encaminhado à delegacia para esclarecimentos. A polícia qualificou os donos dos imóveis, que serão chamados para prestar depoimento e responder sobre possível responsabilidade criminal no curso das investigações. A ocorrência foi registrada na 6ª Delegacia de Polícia pelos crimes de contrabando, tráfico de drogas e falsificação de produtos destinados ao consumo.


