Flávio Bolsonaro descarta vinda a MS para priorizar estados com mais eleitores
Campanha nacional concentra esforços em SP, MG e RJ.
A coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) definiu que a estratégia eleitoral dará prioridade aos estados com maior número de eleitores. A decisão, anunciada nesta segunda-feira pelo senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha, pode adiar ou até mesmo inviabilizar uma visita do candidato a Mato Grosso do Sul durante o primeiro turno.
De acordo com Marinho, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram quase metade do eleitorado brasileiro e, por isso, receberão atenção especial da equipe. Uma eventual vinda ao território sul-mato-grossense será avaliada conforme a necessidade eleitoral, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
A declaração foi dada durante encontro com a diretoria da OCB/MS (Organização das Cooperativas Brasileiras em Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. Na ocasião, Marinho também se reuniu com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado, a quem classificou como “futuro senador” e coordenador local da campanha.
“Nós temos aqui um grupo muito forte do PL, mais coligado com o Partido Progressista e outros partidos que é capitaneado pelo governador Eduardo Riedel, pela minha amiga Teresa Cristina e aqui no Mato Grosso do Sul nós temos certeza que estamos muito bem representados”, afirmou.
Peso eleitoral de 2022 orienta decisão
O coordenador lembrou a margem apertada da eleição presidencial de 2022, definida por pouco mais de dois pontos percentuais. Para ele, a presença física do candidato nos estados prioritários pode ser decisiva para repetir o resultado favorável ao grupo político.
“Então vamos avaliar a necessidade da vinda do Flávio ou no primeiro ou no segundo turno porque essa campanha ela vai se decidir principalmente nos maiores colégios eleitorais do Brasil. Nós temos Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro que juntos têm quase 50% do eleitorado brasileiro”, declarou.
Na avaliação de Marinho, além da agenda de viagens, a campanha precisa apresentar as propostas do candidato e comparar os modelos de governo. Ele citou os quatro anos da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e os períodos anteriores à chegada de Michel Temer à Presidência, defendendo um Estado menor e mais eficiente.
“O Brasil do aparelhamento da máquina pública, do jeitinho, do compadrio, da hipertrofia do Estado, onde um Estado gigante existe para colocar os seus aliados, os seus apaniguados, as pessoas que fazem parte dos sindicatos da base eleitoral, ou um Estado que serve à sociedade, um Estado eficiente, um Estado racional, um Estado que permite que quem empreende, que quem gera emprego tenha condição de fazê-lo”, declarou.
O senador também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citando denúncias de corrupção envolvendo pessoas próximas ao chefe do Executivo e afirmando que novos episódios devem surgir com o avanço das investigações. Para ele, os métodos são os mesmos de gestões petistas anteriores, o que deverá ser usado no debate eleitoral.
No Mato Grosso do Sul, a campanha de Flávio Bolsonaro contará com a articulação de Reinaldo Azambuja, aliados do PL e a estrutura política ligada ao governador Eduardo Riedel (PP) e à senadora Tereza Cristina (PP). Apesar da força local, a coordenação nacional não incluiu, por enquanto, uma visita do candidato ao estado na lista de prioridades.


