Lula e Erdogan combinam criação de conselho estratégico entre Brasil e Turquia
Em conversa por telefone, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Recep Erdogan acordaram a criação de um Conselho Estratégico em nível vice-presidencial com o objetivo de intensificar as relações bilaterais entre Brasil e Turquia, segundo informações oficiais.
Investimentos e indústria de defesa
Conforme nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, “O Presidente Lula afirmou que o Brasil tenciona ampliar investimentos na área de defesa e expressou interesse em fomentar parcerias entre empresas brasileiras e turcas nesse setor”.
O Palácio do Planalto informou que foi acertado o envio de uma delegação brasileira à Turquia chefiada pelos ministros da Defesa, José Mucio Monteiro, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para tratar do tema.
A nota oficial do Planalto registrou “Ambos celebraram a recente ratificação, pelos Parlamentos dos dois países, do Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa”.
Diálogo sobre conflitos e convite para a COP31
Durante o contato, os presidentes também abordaram conflitos armados em diferentes regiões do planeta, expressando preocupação com a continuidade das guerras e a necessidade de diálogo diplomático para a busca de soluções.
“e enfatizaram a importância de intensificar o diálogo para encontrar caminhos para a paz na Ucrânia e no Oriente Médio”.
Recep Erdogan convidou Lula para participar da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP31, prevista para novembro em Antália, no sul da Turquia, e a Presidência brasileira informou que o convite foi aceito.
“Lula agradeceu e aceitou o convite, expressando expectativa de encontrá-lo em breve”.
Em paralelo, o governo turco divulgou comunicado no qual saudou o desenvolvimento das relações bilaterais e destacou que o aprofundamento dessa parceria trará benefícios especialmente nas áreas de investimento, comércio e indústria de defesa.
“O presidente Erdoğan afirmou acreditar que os dois países poderiam implementar um modelo de cooperação econômica que aumentaria a prosperidade de seus povos, mesmo diante das tendências protecionistas”.

