Suspeito de matar criança e padrasto morre em ação policial no interior de MS
Uma ação policial realizada na madrugada desta quarta-feira resultou na morte de Joabi Gonçalves Andrade da Silva, de 26 anos, conhecido como ‘Sucuri’, apontado como autor dos disparos que mataram Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, e a enteada dele, uma criança de 3 anos e 8 meses, no último sábado. Na mesma operação, Pedro Henrique Silva Barbosa, de 40 anos, o ‘Pedrinho’, também morreu, e Kewerson Borges Viana, de 23 anos, foi preso.
De acordo com a polícia, os agentes receberam informações de que ‘Sucuri’ estava escondido em uma propriedade na zona rural, acompanhado de outros dois foragidos da Justiça. A abordagem ocorreu por volta das 0h30. No local, foram apreendidos quatro revólveres, uma espingarda, três tabletes de maconha e uma balança de precisão.
A ocorrência foi registrada por tráfico de drogas, desobediência, resistência, porte ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio contra agente de segurança pública, homicídio decorrente de oposição à intervenção policial e participação em organização criminosa. Joabi era investigado pelo ataque a tiros contra um Fiat Uno, no bairro Vila Pernambuco, em Cassilândia, na noite de sábado. O veículo foi atingido quando entrava na garagem de uma casa. Márcio e a menina morreram no local, e outra criança ficou ferida por estilhaços e foi socorrida.
Antes da ação desta quarta-feira, na segunda-feira, policiais do Garras prenderam um homem suspeito de pilotar a motocicleta usada para levar Joabi ao local do crime e ajudar na fuga. Em interrogatório, ele confessou que conduziu a moto antes e depois do ataque, reforçando a participação de outros envolvidos. A investigação ainda apura a motivação do crime e uma possível ligação com a disputa entre as facções PCC e Comando Vermelho.
Uma imagem que circula nas redes sociais mostra Joabi em uma lista de ‘decretados’ pelo Comando Vermelho em Cassilândia, município a 419 quilômetros de Campo Grande. A expressão ‘decretado’ indica pessoas marcadas para morrer por determinação de uma facção, mas não há confirmação oficial sobre a origem da publicação. Joabi já tinha passagens policiais desde 2018, incluindo tráfico de drogas, porte ilegal de arma, ameaça, lesão corporal, violência doméstica, adulteração de sinal de veículo, tentativa de homicídio, homicídio qualificado e favorecimento a organização criminosa.
Pedro Henrique, o ‘Pedrinho’, que estava foragido do sistema prisional, também possuía um longo histórico criminal desde 2007, com ocorrências por furto, tráfico de drogas, lesão corporal, sequestro e cárcere privado, entre outros. Os registros policiais não implicam, necessariamente, em condenações judiciais.
