Aprovados da Polícia Civil cobram nomeação imediata na Assembleia Legislativa

Imagem: Campo Grande News

Um grupo de aprovados no concurso da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul esteve na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (4) para pedir a antecipação das nomeações. Os candidatos buscam apoio dos deputados estaduais para sensibilizar o governador Eduardo Riedel (PP) a rever a previsão de convocar os novos policiais apenas em 2027. A manifestação ocorre cerca de três semanas após reunião entre representantes dos aprovados, do Sinpol/MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) e o governador, realizada em 15 de julho.

Carlos Henrique Praques Coelho, candidato ao cargo de investigador e porta-voz do grupo, explicou que a principal reivindicação é a nomeação de todos os 447 formados na Acadepol (Academia de Polícia Civil), e não apenas dos 400 mencionados inicialmente pelo governo. O grupo também cobra um cronograma para convocação de uma segunda turma de aprovados. “O governador prometeu a nomeação de 400. Então, qual é a nossa luta hoje? A nomeação de todas as 447 e também uma segunda turma”, afirmou.

Segundo Carlos, cerca de 500 candidatos permanecem aptos para futuras convocações nos cargos de investigador e escrivão, após terem sido aprovados em todas as etapas do concurso. Ele ressalta que, mesmo com a entrada dos 447 formados, a Polícia Civil continuará com déficit de efetivo. “De cargos vagos, hoje, na Polícia Civil, entrando essa primeira turma, vai sobrar aproximadamente 150 cargos de escrivão. Para investigador, entrando essa turma, ainda vão sobrar cerca de 500 vagas”, destacou.

Os aprovados também chamaram atenção para as dificuldades enfrentadas desde o término do curso de formação. A preparação exigiu dedicação exclusiva, o que obrigou muitos candidatos a deixarem seus empregos para cumprir a carga horária da Acadepol. “Teve gente de outros estados que já tinha cargo estável e precisou pedir exoneração. Pessoas daqui perderam o emprego e agora não conseguem voltar porque ficam esperando a nomeação”, relatou Carlos. Ele mencionou ainda que alguns candidatos vindos de outros estados enfrentam dificuldades financeiras para permanecer em Mato Grosso do Sul. “Algumas pessoas de fora não têm dinheiro nem para voltar para seus estados. O sindicato está acolhendo essas pessoas e elas vão continuar esperando até fevereiro, caso o governo mantenha esse posicionamento”, completou.

Apoio político e contestação do governo

A ida à Assembleia teve como objetivo ampliar a pressão institucional para que o governo reveja o cronograma. “Viemos provocar o Legislativo, chamar atenção para a nossa causa e também para que o governador se sensibilize e mude de ideia. Queremos tanto a nomeação dessa primeira turma quanto um cronograma para a segunda”, disse Carlos. Durante a reunião de julho, o governador alegou restrições relacionadas aos últimos meses da atual gestão para justificar a previsão de nomeações somente em 2027. Os candidatos contestam esse entendimento. “Esses concursos não vão criar novos gastos porque os cargos já estão previstos. Não é um cargo novo. O concurso já foi homologado e a nomeação pode ocorrer quando o governador quiser”, argumentou.

A expectativa dos candidatos era de que as nomeações ocorressem ainda em 2026. No entanto, após a reunião com a diretoria do Sinpol/MS, o governador informou que a previsão do Executivo é realizar as convocações apenas em 2027. O sindicato informou que continuará negociando com o Governo do Estado e com a Assembleia Legislativa para tentar antecipar as nomeações. O deputado estadual Caravina (PSDB) articulou o encontro, que também contou com a participação do deputado Coronel David (PL) e do secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez.

Os 447 candidatos concluíram o curso de formação da Acadepol em junho, sendo 330 investigadores e 117 escrivães. O concurso foi realizado em setembro de 2025 e registrou cerca de 26 mil inscritos. A reivindicação do grupo é que todos os formados sejam nomeados ainda neste ano e que o governo apresente um cronograma para convocar uma segunda turma de aprovados, diante do déficit de efetivo apontado pela categoria.

As informações são do Campo Grande News

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