PP confirma neutralidade e barra entrada de Tereza Cristina na chapa presidencial do PL

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Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (31), a direção nacional do Progressistas (PP) confirmou que permanecerá neutra na disputa presidencial e encerrou a articulação para indicar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada por maioria após consulta aos diretórios estaduais e também resultou na manutenção da posição do partido de não convocar uma convenção nacional para discutir a aliança. Segundo o comunicado, a definição já foi informada e aceita pela parlamentar.

“O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina.”

Além da decisão política, a direção do PP apontou um obstáculo previsto no próprio estatuto da legenda para inviabilizar qualquer mudança de rumo. As regras internas exigem antecedência mínima de oito dias para a convocação de uma convenção nacional, enquanto o calendário eleitoral estabelece o encerramento das convenções em 5 de agosto.

Na avaliação de dirigentes do partido, uma eventual reviravolta dependeria de consenso entre as principais lideranças, cenário que não se consolidou durante as consultas realizadas pela executiva nacional.

A definição ocorre após uma tentativa de reverter a posição já adotada pelo partido. Depois de comunicar a aliados que aceitava integrar a chapa presidencial, Tereza Cristina recebeu do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), a missão de buscar apoio entre dirigentes estaduais para convencer a legenda a abandonar a neutralidade. A articulação, entretanto, encontrou resistência de integrantes influentes da bancada federal.

Entre os defensores da manutenção da posição do partido estavam o líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), além dos deputados Aguinaldo Ribeiro (PB) e Eduardo da Fonte (PE), que se posicionaram contra a entrada da legenda na coligação com o PL.

Nos bastidores, dirigentes do Progressistas avaliaram que a estratégia adotada por Flávio Bolsonaro buscou criar um fato político consumado ao anunciar publicamente Tereza Cristina como nome para a vice antes da aprovação formal da legenda. Integrantes da cúpula classificaram a movimentação como uma tentativa de pressionar o partido a rever sua posição.

Com a manutenção da neutralidade, o PL deixa de contar com a principal aposta para ampliar o diálogo com o agronegócio, o Centrão e a Federação União Progressista, considerada estratégica na construção da candidatura presidencial.

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