Rodoviários e patrões ficam sem acordo após quinta reunião no TRT-RJ
A quinta tentativa de conciliação entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Município do Rio de Janeiro e o sindicato patronal Rio Ônibus foi encerrada sem acordo nesta quarta-feira no TRT-RJ, e a categoria permanece em estado de greve.
Durante a audiência, os empresários mantiveram a proposta de reajuste salarial de 5% enquanto os rodoviários pediram 12%. Também ofereceram aumento de 6% na cesta básica, que chegaria a cerca de R$ 700 por mês, proposta rejeitada pelo sindicato dos trabalhadores, que apontou que com os descontos a cesta alcançaria aproximadamente R$ 600, valor que não mudaria a vida dos trabalhadores.
A sessão foi conduzida pelo desembargador Gustavo Tadeu Alkmim e, por não ter havido acordo, o dissídio coletivo seguirá seu curso regular no tribunal.
O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim ressaltou que as negociações poderão ser retomadas a qualquer momento, caso haja interesse das partes. “O tribunal está inteiramente à disposição. Basta informar no processo e será possível designar nova audiência para dar prosseguimento às negociações”
Prazos e próximos passos
O magistrado determinou prazo simultâneo de dez dias para que as partes apresentem suas defesas e para a manifestação do Município do Rio de Janeiro, seguido de cinco dias para réplica.
Após esses prazos, o Ministério Público do Trabalho emitirá parecer, e os autos serão distribuídos a um desembargador relator para julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos, quando será analisada a abusividade ou não da greve.
Na audiência também participou a procuradora do MPT Deborah da Silva Félix, que manifestou a expectativa de que empregados e patrões avancem no diálogo.
Os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a greve em 29 de junho e, em 2 deste mês, suspenderam o movimento a pedido do TRT-RJ; desde então mantêm estado de greve enquanto tramita o dissídio coletivo.

