PUBLICIDADE
Justiça revoga prisão de servidor alvo da Operação Gutemberg em Dourados

Fórum de Dourados com viatura policial e documentos representando operação judicial

Revogação atende pedido da defesa após parecer favorável do Ministério Público e libera terceiro detido enquanto Gaeco mantém investigações e outros presos

A Justiça revogou a prisão de Geancarlo Leal de Freitas, servidor municipal de Dourados que havia sido detido na Operação Gutemberg deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Gaeco na semana passada.

A defesa afirmou ter esclarecido os fatos ao Gaeco e ter obtido parecer favorável do Ministério Público. “Esclarecemos os fatos ao GAECO e o próprio Ministério Público proferiu Parecer favorável ao nosso pedido. Gencarlo não praticou nenhum crime. Ele foi preso apenas por ser servidor público municipal em Dourados/MS. O cargo ocupado por ele é de fiscal de obras particulares e não tem nenhuma relação com os fatos investigados. Geancarlo é servidor há 26 anos, nunca foi investigado ou processado. Não conhece nenhum dos investigados e nem as empresas investigadas. Por isso, sua prisão foi revogada”, declarou o advogado Tiago Bunning.

Geancarlo tornou-se o terceiro entre 15 presos a obter liberdade. A Justiça também concedeu prisão domiciliar ao empresário Joatan Gomes Peixoto, ex-sócio da Editora Avante, e a Jéssica Bugartt, filha de Ed Carlo Bugart, coordenador da Regulação da Saúde, que havia sido presa.

Permanece em prisão preventiva um grupo de investigados identificado na operação, entre eles Ed Carlo Burgatt, Rossana Jafar proprietária da Ross Clínica, os filhos Olívia, Giovani e Felipe Jafar que tem cargo comissionado na Agesul, Rhayane Souza Fanaia, o empresário Paulo Rogério de Melo dono da Atalaia Veículos e seu filho Douglas Henrique de Melo proprietário da Atalaia Eventos, Matheus Oliveira Peixoto dono da Lord Pub, o ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar Junior Vasconcelos, Francisco Anizio dos Santos e o advogado Gabriel Taquino de Paula.

Durante a operação foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo e Abadiânia em Goiás.

O Gaeco investiga crimes contra a administração pública em procedimentos de licitação com suspeitas de corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e delitos correlatos. Em nota o Gaeco afirmou “Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta por inexigibilidade de licitação para a aquisição de livros paradidáticos. Verificou-se que os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era pulverizada entre seus integrantes, servidores corrompidos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita”.

O órgão também destacou que “Importante destacar que a organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios” e que a investigação aponta atuação em diversos municípios do Mato Grosso do Sul liderada por empresários que atuavam como articuladores do esquema.

PUBLICIDADE


andorinha

Veja também