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Riedel adia convocação da Polícia Civil para 2027 e decisão preocupa segurança pública de MS

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A convocação dos aprovados no concurso público da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul ficou para 2027. A informação foi repassada pelo governador Eduardo Riedel (PP) durante reunião com uma comissão de candidatos aprovados, encerrando a expectativa de nomeações ainda neste ano e transferindo o reforço do efetivo para o próximo mandato estadual.

Segundo participantes do encontro, o governador explicou que a legislação eleitoral impede novas nomeações nos 180 dias finais da gestão. Com isso, a previsão apresentada é de que as convocações ocorram entre janeiro e fevereiro de 2027.

Durante a reunião, Riedel afirmou que, caso seja reeleito, pretende convocar pelo menos os 400 aprovados previstos no edital do concurso, sendo 300 investigadores e 100 escrivães da Polícia Judiciária. A informação também frustrou candidatos excedentes, já que a expectativa era pela nomeação de um número maior de aprovados.

O concurso ofertou 400 vagas para reforçar o quadro da Polícia Civil, mas a demora na convocação acabou levando o processo para o período em que passam a valer as restrições eleitorais para nomeações no Poder Executivo.

Segurança pública preocupa com demora na recomposição do efetivo

O adiamento das nomeações ocorre em um cenário considerado delicado para a segurança pública de Mato Grosso do Sul. A Polícia Civil atua diretamente na investigação de homicídios, tráfico de drogas, organizações criminosas, crimes patrimoniais e demais infrações que dependem da produção de provas para responsabilização dos autores.

Nos últimos anos, o Estado também passou a enfrentar maior pressão provocada pela atuação de facções criminosas e pela disputa de rotas do tráfico internacional de drogas, favorecida pelos mais de 1,5 mil quilômetros de fronteira com Paraguai e Bolívia. A necessidade de reforço nas equipes de investigação tem sido apontada por integrantes da área de segurança como uma das principais demandas para manter a capacidade operacional da instituição.

A avaliação entre integrantes da Polícia Civil é que a demora na recomposição do efetivo prolonga a sobrecarga enfrentada por delegacias em diversas regiões do Estado. O entendimento é de que o ingresso de novos investigadores e escrivães é considerado estratégico para ampliar a capacidade de investigação e dar resposta ao aumento da demanda por serviços policiais.

Após a reunião, representantes da comissão informaram aos aprovados que as nomeações deverão ocorrer apenas no início de 2027 e anunciaram uma manifestação para o próximo sábado em defesa da convocação dos candidatos.

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