Brasil e Paraguai unem estruturas da Ponte Bioceânica sobre o Rio Paraguai nesta quarta-feira
Encontro das aduelas ligará Porto Murtinho e Carmelo Peralta, mas ponte ainda terá obras até novembro de 2026
Brasil e Paraguai devem unir nesta quarta-feira, dia 15, as duas estruturas da Ponte Internacional Bioceânica sobre o Rio Paraguai. Conhecido como Beijo das Aduelas, o encontro concluirá a ligação física entre Porto Murtinho, no lado brasileiro, e Carmelo Peralta, no território paraguaio.
A etapa integra o cronograma conduzido pela equipe técnica sob a direção do engenheiro civil paraguaio René Gómez. Os trens de avanço usados durante a construção deixarão o local após a conexão das partes, que dará forma definitiva à travessia internacional.
Obras seguem após conexão física
A união das aduelas não encerra a construção. A ponte ainda receberá acabamento, pavimentação, instalações e testes operacionais, com entrega definitiva prevista para o fim de novembro de 2026.
Financiada pela Itaipu Binacional, a obra teve investimento de cerca de US$ 100 milhões no lado paraguaio. A execução está sob responsabilidade do Consórcio PYBRA, formado por Tecnoedil, Paulitec Construções e Cidade Ltda.
A estrutura faz parte do Corredor Bioceânico de Capricórnio, rota que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile até o Oceano Pacífico. Pelo trajeto, cargas agrícolas, pecuárias, industriais e minerais dos quatro países poderão seguir aos portos chilenos de Mejillones, Antofagasta, Tocopilla e Iquique.
O corredor busca encurtar distâncias, custos de transporte e tempo de viagem para exportações destinadas aos mercados asiáticos.

