Comandante do Bope diz que suspeito morto em Corumbá jurava matar policiais

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O comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), tenente-coronel Rigoberto Rocha, afirmou que Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, fazia ameaças contra policiais e apresentava um comportamento que chamou a atenção das forças de segurança durante as investigações da morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva, em Corumbá. As informações são do Campo Grande News.

Segundo Rocha, o suspeito costumava exibir armas e dinheiro e chegou a jurar policiais de morte, características que levaram o Bope a assumir as buscas.

“Jurando outros policiais de morte, falando de uma forma bastante agressiva, demonstrando armamento, dinheiro. Um elemento bastante agressivo, que foge do nosso criminoso rotineiro.”

Para o comandante, Waldiney mantinha uma organização acima da normalmente encontrada em criminosos investigados pela corporação.

“Um perfil mais ousado, que tem uma logística mais apurada. Aí o Bope sempre vai entrar em ação.”

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Waldiney Junior foi morto nesta sexta-feira ao reagir abordagem e investir contra os policiais

O suspeito era procurado desde o dia 30 de junho, quando o soldado Marcelo Pimenta da Silva foi morto durante uma perseguição policial em Corumbá. Na noite de sexta-feira (10), equipes localizaram Waldiney em uma propriedade rural. De acordo com a versão apresentada pela polícia, ele reagiu à abordagem e morreu durante o confronto.

Durante a entrevista, Rigoberto Rocha também comentou a atuação da corporação após a morte de um policial militar. Ele afirmou que o trabalho das equipes é conduzido para localizar os responsáveis pelo crime, sem que o sentimento de perda interfira na missão.

“A gente acredita muito que a polícia é reflexo do cidadão. O tenente-coronel Rocha não é diferente do senhor, não. Essa parte da comoção entra no sentimento do policial, mas só naquele momento, só no momento da despedida. A partir dali, ele tira toda essa dor do peito, coloca o colete e vai.”

O comandante afirmou que o objetivo sempre foi prender o suspeito e que a reação durante a abordagem define o desfecho da ocorrência.

“Vai, mas não caçar. Ele vai buscar informações, tentar rastrear e capturar esse elemento para que ele pague pelo que fez. Se ele se render, ele vai ser preso e, se ele confrontar, fatalmente será atingido e vai ter um desfecho pior.”

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