Operação Gutenberg prendeu 14 pessoas e apreende mais de R$ 3 milhões em cheques

Agentes do Gaeco apreendendo talões de cheques e documentos durante operação

Operação do Gaeco apreende mais de R$ 3 milhões em cheques e prende 14 pessoas em investigação sobre contratos públicos que somam cerca de R$ 27 milhões

Mais de R$ 3 milhões em cheques e mais de R$ 200 mil em dinheiro vivo foram apreendidos durante a Operação Gutenberg, deflagrada na terça-feira 7 pelo Gaeco. Quatorze mandados de prisão preventiva foram cumpridos e dois alvos seguem foragidos enquanto 40 dos 43 mandados de busca e apreensão foram executados.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul informou que a investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes em licitações corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. O esquema teria movimentado cerca de R$ 27 milhões por meio de contratações diretas feitas por inexigibilidade de licitação para a compra de livros paradidáticos.

O Gaeco informou que parte do dinheiro em espécie estava em cédulas novas ainda com lacre do Banco Central e que o valor em espécie supera o primeiro balanço divulgado no dia da deflagração quando foram contabilizados R$ 69.795 e 907 dólares. Embora o uso do cheque tenha diminuído desde os anos 90 o instrumento ainda é adotado em transações de alto valor e a apreensão dos talões integra as provas recolhidas nas diligências.

Entre os presos estão empresários servidores públicos profissionais da saúde advogados e o ex-prefeito de Fátima do Sul Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior conhecido como Junior Vasconcelos. Também foram detidos Ed Carlo Britto Burgatt e integrantes da família Paroschi Jafar incluindo Rossana Paroschi Jafar e os filhos Olívia e Felipe Paroschi Jafar.

As prisões preventivas de Rossana Paroschi Jafar da empresária Jessyca Duarte Burgatt e de Junior Vasconcelos foram mantidas após audiências de custódia realizadas nesta quinta-feira e as defesas preparam medidas judiciais para tentar revogar as ordens de reclusão. Foram registradas ainda três prisões em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Dois investigados seguem com mandados pendentes Giovanni Paroschi Jafar e Heyder Bartz sendo Giovanni o quarto integrante da família Paroschi Jafar alvo da operação. O Gaeco afirmou que servidores cooptados teriam usado influência sobre a regulação estadual para condicionar autorizações de exames cirurgias e vagas em hospitais à compra dos livros vinculados ao grupo investigado.

Equipes estiveram no Complexo Regulador Estadual Core em Campo Grande e saíram com um malote de materiais apreendidos. As ações foram cumpridas em Campo Grande Dourados São Gabriel do Oeste Caarapó Corguinho Porto Murtinho além de endereços em São Paulo e Abadiânia.

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