Lula participa da 68ª Cúpula do Mercosul para reforçar integração e comércio

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O presidente viajou ao Paraguai para participar da 68ª Cúpula do Mercosul, encontro que reunirá autoridades dos Estados-membros e dos países associados para avançar em medidas voltadas à integração regional, ao comércio e à agenda social.

O Palácio do Planalto destacou a dimensão econômica e territorial do bloco, lembrando que o Mercosul abrange 73% do território sul-americano, cerca de 65% da população da região e responde por aproximadamente 70% do Produto Interno Bruto da América do Sul.

Conforme divulgado pela Presidência, as exportações brasileiras destinadas a países do bloco somaram quase US$ 26 bilhões em 2025, equivalendo a 7,5% do total das vendas externas do país.

Em texto oficial sobre o balanço comercial e as perspectivas do bloco houve menção ao desempenho recente do Mercosul no mercado internacional, “O comércio do Mercosul com o restante do mundo somou US$ 757 bilhões. No primeiro quadrimestre de 2026, a corrente extrazona chegou a US$ 247,3 bilhões, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025”, destacou a nota.

Entre os acordos previstos para a cúpula está a assinatura de um instrumento que validará a nova Carteira de Identidade Nacional como documento aceito para ingresso nos países do Mercosul e nos Estados associados, facilitando a circulação de cidadãos entre os países participantes.

Também será firmado um protocolo de reconhecimento mútuo de meios de identificação e de autenticação eletrônica, passo que aproxima sistemas digitais nacionais, como o Gov.br, dos mecanismos adotados pelos outros Estados do bloco e por associados.

Na pauta de segurança, o Brasil apresentará proposta para a criação de um pacto regional de combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres, iniciativa que complementa ações conjuntas previstas entre os países.

Ao tratar de cooperação contra o crime organizado, a Presidência reforçou a articulação em curso, “A iniciativa se soma aos esforços já em andamento para implementação da Estratégia Mercosul contra o Crime Organizado Transnacional, considerada prioritária para os países da região”, informou o palácio.

Outro ponto de destaque será o anúncio do aumento da contribuição brasileira ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul, Focem, destinado a reduzir desigualdades entre os Estados por meio de investimentos em infraestrutura, saneamento, habitação, energia e projetos sociais.

São Estados-membros do Mercosul a Argentina, a Bolívia em processo de adesão, o Brasil, o Paraguai, o Uruguai e a Venezuela, que permanece suspensa. Entre os Estados associados estão Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname.

As discussões previstas para a cúpula visam combinar ações econômicas e sociais com mecanismos de integração digital e segurança pública, mantendo o foco no desenvolvimento regional e na redução de desigualdades.

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