Fragata Cunha Moreira é lançada e Lula defende reforço à defesa nacional

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A Marinha lançou nesta sexta-feira em Itajaí a fragata Cunha Moreira, embarcação da Classe Tamandaré construída no país que foi apresentada em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao participar do evento, o presidente relacionou o lançamento à necessidade de manter vigilância e preparo diante de riscos no cenário internacional. “Eu não quero guerra. Mas eu também não quero ser pego de surpresa. Eu tenho que me cuidar. Tá cheio de maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, o Canal do Panamá. Aonde que nós estamos?”

Em seguida o presidente vinculou a embarcação à defesa da soberania e à capacidade do Estado de atuar em seus mares e fronteiras. “Isso não é [só] um navio. É o começo de um país que vai assumir, de fato e de direito, o direito de ser soberano, de tomar conta do seu nariz e estar preparado. É isso que temos que fazer daqui pra frente”

Lula também defendeu a formulação de um projeto estratégico de defesa para o Brasil, apontando a atual conjuntura internacional como um momento de tensão excepcional. “Para as pessoas saberem que não queremos briga com ninguém, mas que estaremos preparados para defender nossos 8,5 milhões de quilômetros quadrados e nossos 215 milhões de habitantes”

Conforme divulgado pela Marinha, a Cunha Moreira foi construída em estaleiro de Itajaí com mão de obra nacional e transferência de tecnologia. Outras duas fragatas da mesma classe, Tamandaré e Jerônimo de Albuquerque, foram também lançadas, e a quarta unidade, Mariz e Barros, está em construção.

O navio pode alcançar 25 nós, equivalentes a cerca de 47 km/h, tem 107 metros de comprimento e deslocamento de até 3.465 toneladas. As plataformas possuem convoo, hangar para helicóptero, radares, sensores e armamentos, segundo informações oficiais.

O Programa Fragata Classe Tamandaré é executado em parceria entre a Marinha e a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, formada pelas empresas TKMS, Embraer e Atech, e é gerenciado pela empresa Emgepron.

O Comandante da Marinha, Marcos Olsen, destacou o papel do poder naval no contexto das disputas internacionais e na proteção de recursos e fluxos logísticos. “O poder naval, pilar à proteção de recursos, fluxos logísticos e instrumento de tempestiva resposta do Estado, adquire centralidade ao se analisar disputas atuais na conjuntura internacional e crescentes inclinações de atores soberanos em mobilizar vetores navais visando intimidar nações”

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