Fujimori registra vantagem estreita e Sánchez convoca protestos
A apuração do segundo turno mantinha Keiko Fujimori em posição de vantagem nesta quinta-feira, com uma margem estreita e crescente quando cerca de 0,6% dos votos ainda aguardavam conferência, e seu adversário Roberto Sánchez convocava protestos após alegar irregularidades na autoridade eleitoral.
A contagem oficial indicava uma diferença de 39.115 votos, com Fujimori somando 50,11% dos votos válidos contra 49,89% de Sánchez, e 99,38% das cédulas registradas, conforme a mais recente apuração divulgada pela autoridade eleitoral.
Os votos ainda contestados representavam aproximadamente 140 mil sufrágios na manhã desta quinta-feira, com praticamente 60% desse total originado em Lima e entre peruanos residentes no exterior, regiões em que a candidatura de Fujimori recebe apoio mais expressivo.
Gonzalo Márquez, diretor da consultoria de dados Caleidos, avaliou a distribuição geográfica dos votos pendentes e suas implicações para o resultado. “Essas são áreas em que Keiko Fujimori deve ter uma vantagem”, “Portanto, não há possibilidade, digamos, de que o resultado mude.”
Enquanto a revisão lenta e a recontagem dos votos questionados prosseguiam, a equipe de Sánchez apresentou recursos judiciais buscando anular votos favoráveis a Fujimori e convocou manifestações em Lima para sexta-feira, em reação às alegações sobre a condução do processo eleitoral.
Missões de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia avaliaram separadamente que a votação transcorreu normalmente e pediram que os candidatos e a população aguardassem a divulgação oficial do resultado final.
Fujimori tenta pela quarta vez alcançar a Presidência do Peru e, se confirmada, poderá tornar-se a primeira mulher eleita diretamente para o cargo no país. Ela já sofreu três derrotas em segundos turnos anteriores, sendo a mais recente em 2021 quando foi superada por Pedro Castillo por 44.200 votos.

