FAS 2026 registra público de mais de 12 mil no show histórico de Dennis DJ
O show de Dennis DJ durante a programação do FAS 2026 mobilizou mais de 12 mil pessoas e se estendeu por cerca de duas horas, sem interrupções, reunindo moradores de Corumbá e Ladário. O repertório misturou músicas que marcaram o surgimento do funk carioca e faixas recentes que mantiveram o ritmo intenso da festa, segundo informações da Fundação de Cultura, Esporte e Turismo.
Ao final da apresentação, a organização registrou a forte interação entre artista e público, destacando a resposta do público presente.
“A galera está animada e veio com esse propósito: se divertir. E aí rola essa troca — a gente está no palco se divertindo também e acontece essa mágica. O público envolvido em duas horas de show direto, sem parar de cantar, sem parar de pular, foi muito bom”
Com três décadas de carreira, Dennis revisitou a história do gênero e incluiu no setlist clássicos do projeto Furacão 2000 que ajudou a difundir o funk no país, como “Cerol na Mão”, “Mimosa” e “Tira a Camisa”. Hits mais recentes, entre eles “Joga pra Lua”, “Tá OK” e “Ram Tchum”, mantiveram a festa em clima frenético.
Um dos momentos mais comentados entre corumbaenses e ladarenses foi a execução de “Corumbá Ladário”, canção de MC Jojo e Gilson que se tornou marca nos bailes do “Rap Dance” entre 1998 e 2000. Em resposta à onda de pedidos nas redes sociais, Dennis produziu uma versão improvisada no mesmo dia.
Antes da apresentação ser disponibilizada para o público, a reação nas redes foi intensa e motivou uma iniciativa do DJ no hotel onde estava hospedado.
“Recebi uma chuva de pedidos no meu Instagram, todo mundo pedindo: toca, toca, toca. Aí eu falei: vou fazer uma versão. Fiz de tarde no hotel, ficou bem legal, bem bacana. Sei que é uma música antiga, mas dei uma repaginada, botei uma qualidade melhor — e de repente vou até disponibilizar pra galera ouvir no Spotify”
Em seguida, Dennis avaliou o momento do funk no cenário nacional e internacional, relacionando a trajetória do gênero ao próprio percurso profissional.
“Só eu vou fazer 30 anos no funk, mas quando eu entrei ele já tinha sete anos — então são quase 40 anos de história. Eu sempre falei: o mundo vai conhecer o funk ainda. O funk é muito envolvente, muito contagiante. Da Europa à América do Norte, qualquer artista gringo, o maior de todos, sabe o que é o funk, vem pra cá em grandes festivais e sempre toca. Então fico feliz de fazer parte disso”
As informações sobre o evento foram divulgadas pela FCMS. Fotos do show foram registradas por Ricardo Gomes e imagens de drone por Gabriel Marchese.


