PF prende pai de Daniel Vorcaro em nova fase da operação Compliance Zero
O empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero. A ofensiva também atingiu policiais federais suspeitos de participação no esquema investigado.
Segundo a PF, a nova etapa da operação busca aprofundar investigações sobre uma organização criminosa apontada por usar intimidação, coerção e acesso ilegal a informações sigilosas. O grupo também é suspeito de invadir dispositivos eletrônicos para obtenção de dados protegidos.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. Ao todo, os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Além das prisões, a Justiça autorizou medidas de bloqueio patrimonial e afastamento de funções públicas de investigados ligados ao caso. A Polícia Federal informou que os alvos respondem por suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, está preso desde o início de março. A investigação aponta que ele seria um dos articuladores centrais do esquema financeiro investigado pela corporação.
Operação já bloqueou R$ 27,7 bilhões
A Compliance Zero já havia avançado sobre integrantes do grupo nas fases anteriores. Na 5ª fase, realizada na semana passada, a PF cumpriu um mandado de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão.
Entre os investigados aparece o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.
Na 4ª fase da operação, realizada em abril, foram presos preventivamente o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro. A PF aponta que Monteiro atuava como operador jurídico-financeiro do esquema investigado.
Desde o início da Compliance Zero, a Polícia Federal já cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades da federação. As ações ocorreram na Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
A pedido da PF e do Ministério Público, a Justiça também determinou o sequestro e bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 27,7 bilhões.
