Mato Grosso do Sul amplia políticas para territórios quilombolas e amplia visibilidade
O Governo de Mato Grosso do Sul realiza nesta terça-feira (12), das 7h30 às 16h30, em Campo Grande, a atividade MS sem Racismo Territórios Quilombolas em Evidência, com objetivo de fortalecer institucionalmente comunidades tradicionais e articular políticas públicas voltadas à equidade racial.
A programação, promovida pela Secretaria de Estado da Cidadania, integra ações do Plano de Metas Antirracistas do programa MS Sem Racismo e concentra iniciativas nas áreas de cultura, turismo, desenvolvimento econômico, agricultura familiar e preservação do patrimônio histórico.
Programação e lançamentos
Entre as iniciativas previstas estão o lançamento do Painel Quilombola do Observatório da Cidadania, a primeira edição do Guia Isto é MS – Afroturismo e a exibição do documentário Pantanal Negro. Também constam na agenda o anúncio do tombamento do Quilombo Tia Eva pelo IPHAN, ações de fomento cultural, programas de fortalecimento da agricultura familiar quilombola e projetos de empreendedorismo e desenvolvimento econômico voltados às comunidades.
O encontro inclui a realização do 1º Fórum Quilombola de Mato Grosso do Sul, espaço oficial de articulação política para a construção coletiva de propostas destinadas a territórios tradicionais, e reúne representantes de 22 comunidades quilombolas distribuídas em 15 municípios do Estado.
O subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, explicitou a carga simbólica da data escolhida para o evento
“Essa data não foi escolhida por acaso. Ela antecede o 13 de maio, o dia do estabelecimento da Lei Áurea, que historicamente trouxe um falso ideal de liberdade para a população negra do nosso país. A nossa intenção é ressignificar esse momento. Em vez de celebrarmos uma liberdade incompleta do passado, estamos aqui para celebrar a resistência e a sobrevivência do presente, transformando isso em políticas públicas concretas”
Conforme os organizadores, a programação visa também revisitar o significado do 13 de Maio e provocar reflexões sobre a continuidade das desigualdades, a resistência da população negra e a necessidade de políticas públicas permanentes para assegurar direitos e autonomia das comunidades.
O foco nas ações de preservação cultural e na ampliação de oportunidades econômicas foi detalhado em outra explicação do subsecretário
“Estamos falando da valorização das raízes como motor de desenvolvimento, do fortalecimento da produção agrícola quilombola para garantir autonomia financeira, do acesso à cultura através do Cine Povos Tradicionais e da construção de ferramentas de transparência e visibilidade, como o Painel Quilombola, que vai sistematizar dados, informações e potencialidades dessas comunidades”
Articulação e objetivos
A iniciativa tem caráter transversal e foi construída em parceria com órgãos estaduais e instituições da sociedade civil, entre eles a Fundação de Turismo, a Fundação de Cultura, o IPHAN, a UFMS, a Semadesc, conselhos, movimentos sociais e a Rede de Enfrentamento ao Racismo.
Alinhada ao 3º Pilar Equidade, Inclusão e Garantia de Direitos do Plano de Metas Antirracistas de Mato Grosso do Sul, a ação busca ampliar o acesso a direitos, fortalecer a autonomia econômica e promover justiça social para comunidades quilombolas, povos de terreiro, população negra e povos tradicionais.
A atividade acontece na Secretaria de Estado da Cidadania, localizada na Av. Ceará, 984, Bairro Vila Antônio Vendas, em Campo Grande. As informações são da Secretaria de Estado da Cidadania por meio da comunicação Paula Maciulevicius.

