PF encontra mensagens de violência no celular do deputado Thiago Rangel

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Na quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira, 5, a Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) no Rio de Janeiro e localizou no aparelho celular do parlamentar mensagens que mencionam atos violentos. A investigação mira supostas fraudes em contratos de compras para a Secretaria de Educação do estado, e as conversas interceptadas foram juntadas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Mensagens com ameaças registradas nos autos

Interceptações autorizadas pela Justiça e inseridas na decisão mostram trocas de mensagens entre o deputado e suspeitos ligados ao esquema investigado. Em um dos trechos apresentados aos autos aparece a seguinte passagem presente na decisão

“Thiago Rangel, por sua vez, responde dizendo ‘vou dar jeito nele’, e pede a Fábio para descobrir o endereço de Felipe. Mais adiante, envia mensagem dizendo que vai mandar uma surpresa para ele, bem como [diz] que depois de 12 tiros no portão o recado está dado” diz trecho da decisão.

Em outro diálogo datado de 2022, os investigadores registraram falas que apontam planejamento de ataque. Em um dos trechos consta a mensagem

“Vai se enforcar sozinho! Ta chegando a hora dele! Temos que ter sabedoria”

em seguida aparece a resposta atribuída ao deputado

“Bati palma para ele aqui, botei a mãozinha batendo palma, para o filho da p* estressar logo” conforme os autos.

Foto de cédulas e posicionamento da defesa

Além das conversas com teor violento, a PF localizou no aparelho do parlamentar a imagem de maços de dinheiro. No registro dos investigadores consta que

Por sua vez, no dia 20 de setembro de 2024, às 14h51min06s, Luis Fernando enviou ao deputado Thiago Rangel uma imagem contendo cédulas de dinheiro em espécie, seguida da mensagem “Guardado”, informou a PF.

A defesa do deputado emitiu nota negando a prática de irregularidades e anunciou que prestará esclarecimentos durante o curso da investigação. “o parlamentar nega a prática de atos ilícitos e prestará os esclarecimentos necessários durante a investigação.” “A defesa ressalta que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”, declararam os advogados.

As informações recolhidas pela Polícia Federal, incluindo as interceptações e a imagem, serviram de base para a autorização da operação pelo ministro Alexandre de Moraes, conforme os autos do processo.

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