Governo lança novo Desenrola e amplia renegociação para quem ganha até R$ 8,1 mil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (4) a medida provisória que cria uma nova fase do Desenrola Brasil, ampliando a renegociação de dívidas para pessoas com renda de até R$ 8.105.
A iniciativa autoriza acordos para débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com foco em dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e em atraso entre 90 dias e dois anos. O limite por pessoa chega a R$ 15 mil por instituição financeira, com garantia do Fundo Garantidor de Operações.
Os descontos oferecidos variam de 30% a 90%, conforme o perfil da dívida. O programa também permite o uso de até R$ 1 mil ou 20% do saldo do FGTS para quitar parte do débito. O prazo de pagamento pode chegar a 48 meses, com juros limitados a 1,99% ao mês.
Regras de adesão e alcance
A adesão deve ser feita diretamente nos canais oficiais de bancos e operadoras de crédito. A mobilização nacional terá duração de 90 dias. A nova etapa substitui a política anterior e amplia o alcance para famílias de renda média, além de incluir micro e pequenas empresas e agricultores familiares.
O programa também abre renegociação para contratos do Fies, atingindo estudantes com financiamento ativo. A proposta mira dívidas consideradas de alto custo, com impacto direto no orçamento doméstico.
Restrição para apostas online
Quem aderir ao Desenrola ficará impedido de acessar plataformas de apostas online pelo período de um ano. A medida busca conter o uso de crédito renegociado em jogos.
Em pronunciamento anterior, o presidente afirmou: “Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”.
Operação e gestão
Os detalhes operacionais foram apresentados em coletiva no Palácio do Planalto pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, com participação do presidente. O governo aposta na redução da inadimplência e na retomada do crédito como efeito direto da medida.
