Ataque à flotilha humanitária é condenado por Brasil e outras 11 nações
Brasil e onze outros governos divulgaram uma condenação conjunta ao ataque militar que interceptou a flotilha humanitária Global Sumud, e quatro integrantes da delegação brasileira figura entre os sequestrados em águas internacionais nas proximidades da Ilha de Creta enquanto navegavam em direção à Faixa de Gaza.
A declaração conjunta reúne as posições de Brasil, Turquia, Bangladesh, Colômbia, Jordânia, Líbia, Malásia, Maldivas, Mauritânia, Paquistão, África do Sul e Espanha, conforme divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro, que apresentou o texto assinado pelos chanceleres.
O comunicado aponta que a iniciativa visava chamar atenção internacional para a situação humanitária em Gaza e condena a ação em termos enérgicos. “nos termos mais enérgicos”
Os autores do documento qualificam o episódio como uma violação clara das normas que regem conflitos e trânsito em alto-mar. “Os ataques israelenses contra as embarcações e a detenção ilegal de ativistas humanitários em águas internacionais constituem flagrantes violações do direito internacional e do direito internacional humanitário”
O texto pede medidas imediatas sobre o episódio e reclama a libertação dos detidos, ressaltando obrigações coletivas de proteção a civis. “conclamam a comunidade internacional a cumprir suas obrigações morais e jurídicas de respeitar o direito internacional, proteger civis e assegurar a responsabilização por essas violações”
Além da exigência de soltura dos ativistas, o comunicado oficial solicita apuração e responsabilização pelas ações contra a missão civil pacífica, mantendo o foco na necessidade de observância das normas internacionais que regulam operações em águas internacionais.

