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“Qualquer um pode ser a próxima vítima” alerta Lula sobre insegurança global em mundo sem regras

"Qualquer um pode ser a próxima vítima" alerta Lula sobre insegurança global em mundo sem regras

Presidente reforça que a ausência de normas internacionais torna o cenário mundial um risco, onde qualquer nação pode ser a próxima vítima, em discurso na COP15

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou os perigos da instabilidade global ao discursar no Segmento de Alto Nível da COP15, realizado neste domingo (22), em Campo Grande. Em sua fala, o chefe de estado alertou que “um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima”. A declaração marcou um momento de maior dureza em seu pronunciamento, no qual a pauta ambiental cedeu espaço à discussão sobre o cenário geopolítico mundial.

Diante de chefes de Estado e representantes de diversas nações, o presidente pontuou que a conferência ocorre em um panorama de fortes tensões. Lula sublinhou que “ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando a regra”, sem se referir diretamente a países ou governos específicos, mas pedindo atenção aos eventos globais.

O líder brasileiro defendeu o papel da Organização das Nações Unidas, ressaltando a relevância histórica da instituição. Contudo, apontou falhas no panorama atual, afirmando que “o Conselho de Segurança tem sido omisso na busca por soluções de conflitos”, em uma crítica direta ao principal organismo mediador internacional. Ele também defendeu o multilateralismo e políticas de acolhimento, contrapondo “muros e discursos de ódio”.

Nos seus oitenta anos de existência, a ONU teve uma atuação importante em processos de descolonização, na proibição de armas químicas e biológicas, na recomposição da camada de ozônio, na erradicação da varíola, na afirmação dos direitos humanos e no amparo a refugiados e imigrantes. Lula relacionou a crise geopolítica à ideia de mobilidade e convivência entre povos, lembrando que “a história da humanidade também é uma história de migrações, deslocamentos, vínculos e conexões”, e reforçou a necessidade de um multilateralismo forte e renovado.

Ao concluir seu pronunciamento, o presidente conectou novamente a temática ambiental ao contexto global, expressando o desejo de que “esta COP15 seja um espaço de avanços coletivos em defesa da natureza e da humanidade”.

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