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Governo Lula amplia áreas protegidas no Pantanal e incorpora 104 mil hectares

pantanal áreas protegidas no Pantanal

O governo federal ampliou duas unidades de conservação no Pantanal e incorporou cerca de 104 mil hectares ao sistema ambiental, com áreas em municípios de Mato Grosso.

A decisão foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a abertura da COP15/CMS, realizada em Campo Grande. Os decretos atingem o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e a Estação Ecológica de Taiamã.

A ampliação ocorre após mais de dez anos de estudos técnicos, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que conduziu o processo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A estratégia inclui participação de organizações ambientais e mecanismos para acelerar a regularização fundiária.

Lula amplia áreas protegidas no pantanal

No norte do Pantanal, a expansão busca formar um corredor ecológico e aumentar a proteção de áreas sensíveis. O percentual de território protegido por unidades federais sobe de cerca de 4,5% para 5,2%.

Expansão nas áreas protegidas no Pantanal

Em Poconé, o parque nacional ganha aproximadamente 47,3 mil hectares, o que representa aumento de cerca de 35% sobre a área atual.

Já em Cáceres, a estação ecológica recebe acréscimo de 56.918 hectares. A área total ultrapassa 68 mil hectares, com crescimento superior a 500% em relação ao tamanho original.

Segundo o presidente do ICMBio, Mauro Pires, a medida amplia a resposta a pressões ambientais no bioma.

“Cada nova área protegida significa mais cuidado com nossas florestas, nossos rios e nossa biodiversidade. Também fortalece o enfrentamento do aquecimento global, como a ciência já demonstrou”, afirmou.

O modelo adotado permite que propriedades sejam compradas por entidades privadas e repassadas ao ICMBio, conforme norma recente do instituto. A medida tenta reduzir entraves históricos na regularização das terras dentro das unidades.

A iniciativa conta com apoio da Aliança Pantanal, que reúne instituições como Rede Pró-UC, Re:wild, SOS Pantanal, Onçafari e Panthera Brasil.

Para o diretor do SOS Pantanal, Gustavo Figueiroa, a medida ainda depende de execução prática.

“Ampliar as áreas protegidas é apenas o primeiro passo. Implantar, regularizar e garantir a gestão dessas unidades é igualmente essencial”, disse.

Além do impacto ambiental, o ICMBio aponta reflexos econômicos. A expansão pode fortalecer o turismo de natureza e manter estoques pesqueiros que sustentam comunidades locais. A pesca esportiva deve continuar no entorno, após ajustes nas zonas de amortecimento.

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andorinha áreas protegidas no Pantanal

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