Justiça concede liberdade a homem que espancou mulher em elevador em Guarulhos

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A liberdade provisória de Ronaldo Ferreira ocorreu na terça-feira por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. O homem havia sido preso em flagrante na segunda-feira após espancar a ex companheira de 20 anos com diversos socos dentro de um elevador em Guarulhos na região metropolitana da capital.

O judiciário impôs restrições ao investigado para a manutenção da soltura. Ele está proibido de se aproximar a menos de 300 metros da vítima e não pode manter qualquer tipo de contato com ela ou com testemunhas do caso.

As medidas cautelares incluem ainda o afastamento do domicílio e a obrigatoriedade de comparecimento aos atos processuais com endereço atualizado. O processo tramita em segredo de justiça e as autoridades não confirmaram se o agressor possui defesa constituída ou auxílio da Defensoria Pública.

O episódio de violência foi integralmente registrado por câmeras de segurança do condomínio. As imagens mostram a jovem passando por uma catraca e correndo para o elevador em uma tentativa desesperada de escapar das agressões.

O agressor conseguiu alcançar a mulher antes do fechamento da porta e iniciou uma sequência de golpes. A vítima caiu no chão e continuou apanhando até que outra mulher apareceu no local e interveio para interromper o ataque.

A ineficácia de medidas protetivas em algumas situações reflete um problema crônico apontado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Um levantamento recente do órgão indica que mais de 13% das mulheres assassinadas no país possuíam proteção judicial vigente no momento do crime.

O estudo analisou mais de mil registros de feminicídios em 16 estados brasileiros e identificou 148 casos com falhas no sistema de proteção. Especialistas avaliam que a falta de investimentos e a baixa integração entre as instituições dificultam a aplicação efetiva da Lei Maria da Penha.

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