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Calendário da Fórmula 1 encolhe e cria hiato inédito no início da temporada

Carro de Fórmula 1 em alta velocidade exibindo tecnologia aerodinâmica avançada em uma pista de corrida ao pôr do sol.

Temporada 2026 da Fórmula 1 sofre redução de etapas e adota pausa inédita no início do campeonato

A Fórmula 1 para 2026 enfrenta uma mudança drástica em seu calendário, com o cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, originalmente marcados para abril. A decisão, confirmada em conjunto com a FIA e promotores locais, surge como resposta à escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. A medida visa garantir a segurança da comunidade do esporte.

Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, declarou que, apesar de ser uma decisão difícil, é a mais acertada no momento. “Não vemos a hora de voltar assim que as circunstâncias permitirem”, afirmou. Sem substituições imediatas para as etapas canceladas, a temporada encolhe de 24 para 22 corridas, resultando em um hiato de cinco semanas entre o GP do Japão, em 29 de março, e a corrida em Miami, nos Estados Unidos, no dia 3 de maio. Este período de inatividade é incomum para a categoria, que nos últimos anos expandiu seu calendário globalmente.

A possibilidade de remanejar as corridas canceladas para o fim do ano é considerada improvável, dado o calendário já extenso e a manutenção das provas no Oriente Médio, como o GP do Qatar em 29 de novembro e o GP de Abu Dhabi uma semana depois. A Fórmula 1 opera, por ora, com uma temporada mais curta e um início fragmentado, contrastando com sua estratégia de expansão recente.

Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, reforçou que a segurança e o bem-estar da comunidade são prioridades máximas na tomada de decisões. “A segurança e o bem-estar da nossa comunidade vêm em primeiro lugar”, declarou.

Paralelamente à redução do calendário, a Fórmula 1 de 2026 apresenta uma revolução técnica significativa, descrita como a maior das últimas décadas. “É uma nova era para a Fórmula 1”, resumiu Domenicali. As mudanças incluem um novo regulamento para carros e motores, agora movidos por combustível 100% sustentável.

Os monopostos tornaram-se menores e mais leves, com cerca de 30 kg a menos, e com menor carga aerodinâmica. O sistema de aerodinâmica ativa, com asas ajustáveis, substitui o DRS. No powertrain, metade da potência virá da eletrificação, com o MGU-K ganhando destaque na recuperação de energia. O combustível sustentável avançado visa manter o desempenho e reforçar o compromisso ambiental da categoria.

O grid também foi redesenhado para 2026, com 11 equipes, incluindo a chegada da Cadillac e a Sauber agora como equipe oficial da Audi, com o brasileiro Gabriel Bortoleto no cockpit. As equipes tradicionais buscam adaptação rápida ao novo regulamento, prometendo um cenário competitivo.

O contraste entre a inovação técnica e a redução do calendário evidencia a vulnerabilidade da categoria a fatores externos. A dependência de um calendário global complexo coloca a Fórmula 1 diante de desafios que transcendem as pistas, mesmo em um ano de grandes transformações.

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