Baterias de câmeras estavam descarregadas durante ação policial que matou médica no Rio

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A Polícia Militar confirmou que os equipamentos corporais dos agentes envolvidos na morte de Andrea Marins Dias estavam sem bateria no momento dos disparos. A médica de 61 anos foi atingida no último domingo em Cascadura e os policiais do 9º Batalhão de Rocha Miranda acabaram afastados do patrulhamento nas ruas.

As normas exigem retorno à base para troca de equipamento descarregado e a corporação garantiu que medidas internas estão em andamento para avaliar a falha. “Todos esses fatos seguem sob apuração integral da área correcional da SEPM e na corporação existem normas rígidas que determinam a substituição dos equipamentos”.

A vítima havia saído da casa dos pais e dirigia seu veículo quando a ocorrência começou. A principal linha de investigação aponta que o carro da médica foi confundido com um automóvel utilizado por criminosos durante uma perseguição na zona norte da capital fluminense.

A instituição militar havia divulgado inicialmente que as câmeras estavam em funcionamento e que as imagens seriam entregues à Polícia Civil. O registro oficial da ocorrência mostra que a equipe policial iniciou as buscas após receber o alerta de um pedestre sobre assaltos praticados por ocupantes de um veículo semelhante ao da vítima.

Os agentes relataram que encontraram dois carros e uma motocicleta após patrulharem três ruas da região. O documento policial descreve que a equipe atirou em resposta a disparos feitos contra a viatura e iniciou o acompanhamento do automóvel em alta velocidade.

O veículo parou completamente após percorrer cerca de cinco ruas desde o início do confronto. Os policiais realizaram a aproximação e encontraram a motorista já sem vida no interior do carro.

O caso gerou mobilização no governo federal na terça-feira com o envio de um documento oficial ao governador Cláudio Castro e ao secretário de Segurança Pública Victor dos Santos. A ministra da Igualdade Racial Anielle Franco cobrou detalhes sobre a preservação da cena do crime e o cumprimento dos protocolos de conduta.

O ministério também solicitou dados exatos sobre a quantidade de agentes envolvidos na operação e a coleta de depoimentos de possíveis testemunhas. O objetivo é garantir a transparência do inquérito e verificar se todas as etapas da perícia local foram respeitadas.

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