Agetran vai ampliar radares em Campo Grande no primeiro semestre de 2026
Prefeitura prepara a segunda fase de expansão de radares e outros dispositivos de controle, reforçando a segurança viária na capital sul-mato-grossense.
A Agência de Transporte e Trânsito (Agetran) de Campo Grande confirmou que a prefeitura expandirá o número de radares para fiscalizar o trânsito da cidade, com novas instalações previstas para o primeiro semestre de 2026.
A agência não divulgou a quantidade exata de equipamentos nem os locais específicos onde serão implantados, mas esclareceu que a escolha dos novos pontos resulta de estudos técnicos aprofundados. Estes estudos consideram a segurança viária, o fluxo de veículos e o histórico de ocorrências de trânsito.
O sistema de fiscalização de trânsito atualmente em operação foi implementado em outubro de 2025 e é gerenciado pelo consórcio CG Segura, por meio de um contrato de R$ 47,9 milhões. Nos dois primeiros meses de funcionamento, foram registradas 7,8 mil infrações, gerando um total estimado de R$ 1,4 milhão em multas. As violações mais frequentes incluem o excesso de velocidade e o avanço de sinal vermelho.
A principal infração identificada foi transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%, conforme o artigo 218, inciso I, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Esta infração média implica em multa de R$ 130,16 e a adição de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, os dados revelam um volume significativo de 2,6 mil flagrantes de avanço de sinal vermelho, infração tipificada no artigo 208 do CTB. É importante notar que os equipamentos iniciaram o registro de infrações com aplicação de penalidades após fases iniciais de caráter educativo e de aviso.
A instalação dos equipamentos atuais começou em outubro de 2025, após a finalização de um processo licitatório. O contrato anterior já havia terminado, e sua execução se prolongou por um período. Inclusive, multas aplicadas previamente foram alvo de questionamentos judiciais, resultando em uma liminar que, posteriormente, foi reformada em grau de recurso. O mérito do assunto ainda aguarda julgamento.
O contrato anterior encerrou em 31 de agosto, sendo imediatamente sucedido pelo novo acordo com o consórcio vencedor da licitação, no valor de R$ 47,9 milhões. Este montante abrange a instalação, monitoramento e manutenção dos dispositivos de registro de infrações, bem como o fornecimento de uma plataforma de gestão de dados, uma central de monitoramento, um sistema de análise e inteligência de imagens veiculares, e um sistema de processamento de imagens e infrações de trânsito.
O consórcio CG Segura é formado pelas empresas Serget Mobilidade Viária Ltda, Mobilis Tecnologia S/A, Meng Engenharia Comércio e Indústria Ltda e Energy Tecnologia de Automação S/A. A Serget, inclusive, participou do consórcio anterior, o Cidade Morena, que operou os radares na Capital desde 2018.
Por fim, estruturas semelhantes às que abrigam os equipamentos eletrônicos de fiscalização estão sendo posicionadas em diversos pontos da cidade. No entanto, a prefeitura informou que estas instalações serão destinadas a novas placas de indicação de locais, com o propósito de guiar visitantes que chegarão para a Cop15 no final do mês, evento que reunirá convidados de 130 países para discutir a conservação de espécies migratórias.

