Governo chinês fixa meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% neste ano

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O governo da China definiu uma meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% para este ano, informado pelo primeiro-ministro Li Qiang durante a apresentação do relatório de trabalho na sessão de abertura da Assembleia Nacional Popular.

O documento estipula o intervalo como objetivo e ressalta a intenção de buscar avanços práticos ao longo do ano, ao assinalar “alcançar melhores resultados na prática”.

O relatório reconhece progressos recentes e ao mesmo tempo registra cautela diante dos obstáculos, ao afirmar “Embora reconheçamos as nossas conquistas, também temos plena consciência das dificuldades e desafios que enfrentamos”.

Nos últimos três anos, Pequim vinha estabelecendo metas de crescimento de “cerca de 5%” e a economia registrou expansão de 5% em 2025, registro que o governo cita como quadro de referência para a nova meta anual.

A opção por um intervalo de crescimento serve para dar margem de manobra às autoridades, permitindo ajustes de política ao longo do ano conforme a evolução dos riscos e das condições internas.

O relatório aponta elevação dos riscos geopolíticos e alerta que o comércio livre enfrenta fortes ameaças, indicando ainda que as exportações chinesas foram afetadas por tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mesmo com expansão das vendas para outras regiões.

Internamente, o documento chama atenção para um desequilíbrio “acentuado” entre uma oferta forte e uma procura fraca, destacando a dificuldade de impulsionar novos vetores de crescimento na economia.

Sobre os problemas domésticos, o texto reafirma que “Internamente, ainda enfrentamos diversos problemas e desafios, tanto antigos como novos”, sinalizando a necessidade de medidas que atuem sobre múltiplas frentes.

Na justificativa para as metas, o relatório explica que a proposta considera a necessidade de espaço para mudanças estruturais, prevenção de riscos e reformas no início do novo ciclo de planejamento, ao sustentar “Ao propor estas metas, levamos em conta a necessidade de deixar algum espaço para ajustes estruturais, prevenção de riscos e reformas no primeiro ano deste período do plano quinquenal, de modo a estabelecer uma base sólida para alcançar melhores resultados nos próximos anos”.

A sessão anual da Assembleia Nacional Popular reúne cerca de 3 mil delegados e deverá também aprovar um plano quinquenal com prioridades políticas e econômicas até 2030, segundo o documento oficial, que inclui compromissos para reforçar a economia doméstica e avançar nas ambições do presidente Xi Jinping de transformar a China em líder global em tecnologia.

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