Chefe da ONU pede cessar-fogo imediato no Oriente Médio e apela pela desescalada

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, fez um apelo público pela suspensão imediata das hostilidades no Oriente Médio após novas ações militares que tiveram participação dos Estados Unidos, de Israel e do Irã. A convocação foi divulgada neste sábado 28 e veio acompanhada de uma crítica à escalada recente.

Em comunicado, Guterres classificou como perigosa a dinâmica de ataques e retaliações e apontou riscos diretos à estabilidade regional e à segurança além-fronteiras. “Peço o cessar imediato das hostilidades e a desescalada”. Segundo ele, a continuidade dos confrontos pode desencadear um conflito regional mais amplo, com graves consequências para civis e para a estabilidade do Oriente Médio.

Apelo ao direito internacional

O chefe da ONU reforçou que todos os Estados-Membros têm a obrigação de observar o direito internacional, inclusive as normas consagradas na Carta das Nações Unidas que proíbem a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de um Estado. A mensagem sublinha a necessidade de que ações militares se mantenham dentro desses limites legais.

Ao justificar o chamado à contenção, Guterres ressaltou que não existe alternativa viável à solução pacífica das disputas e conclamou as partes a retornarem sem demora à mesa de negociações. “O fracasso em desescalar pode ter consequências graves para toda a região”. O alerta combina a recomendação de diálogo com a preocupação sobre impactos humanitários e geopolíticos caso a tensão se amplie.

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