Greve na Argentina altera voos da Latam e provoca reprogramações

news 166365 1771546239

A Latam comunicou mudanças em suas operações na Argentina nesta quarta-feira e alertou que decolagens e pousos no país podem sofrer alteração de horário ou de data, sem que isso signifique necessariamente cancelamento, e orientou passageiros a checarem o status antes de se deslocarem ao aeroporto.

A empresa informou ainda que os passageiros impactados por cancelamentos ou reprogramações poderão optar pela alteração sem custo para uma nova data dentro de um ano a partir da data original do voo ou solicitar o reembolso integral da reserva, conforme divulgado pela companhia.

Motivo da alteração de operações

A decisão veio após a notificação formal de adesão dos sindicatos que representam os trabalhadores da Intercargo, empresa responsável pelos serviços de rampa em todos os aeroportos da Argentina. A documentação apresentada pela categoria levou a Latam a ajustar seus cronogramas e a prever eventuais reacomodações.

Amplitude da paralisação e impacto no comércio exterior

A paralisação nacional, convocada pela Confederação Geral do Trabalho, teve início nesta quarta-feira, prolongando-se até a meia-noite de quinta-feira, em protesto à reforma trabalhista aprovada pelo Senado na semana passada. A Câmara dos Deputados começa a analisar o projeto nesta quarta-feira, segundo informações oficiais.

A proposta de alteração nas regras laborais prevê flexibilização de férias e jornadas de trabalho de até 12 horas, com objetivos apontados pelo governo para reduzir custos trabalhistas, ampliar segurança jurídica e incentivar a criação de empregos formais. O texto também prevê redução dos custos de demissão para empregadores, com exclusão de certos bônus da fórmula de compensação, e tem expectativa de aprovação até 1º de março.

Em nota sobre os riscos à legislação vigente, a CGT afirma que a reforma ameaça proteções trabalhistas antigas, incluindo o direito à greve.

Além da mobilização nacional, sindicatos marítimos realizaram uma greve desde quarta-feira, inicialmente prevista para 48 horas, que já paralisou atividades de exportação de grãos e seus derivados. A paralisação afetou a atracação e desatracação de navios, o transporte de práticos e serviços a embarcações, com impacto expressivo na área portuária de Rosário, um dos maiores polos de exportação agrícola do mundo.

O sindicato dos trabalhadores da indústria processadora de oleaginosas de San Lorenzo, polo agroexportador ao norte de Rosário, aderiu à greve nesta quarta-feira. A região concentra a maioria das usinas de processamento de soja do país e é central para as exportações da Argentina, maior exportadora mundial de óleo e farelo de soja.

A Federação dos Trabalhadores Marítimos e Fluviais registrou a motivação dos atos contra a reforma e declarou

“O objetivo é defender nossos direitos trabalhistas e a estabilidade de nossos empregos”

Conforme divulgado em reportagens do Repórter Brasil Tarde da TV Brasil e com informações da Reuters, as paralisações conjuntas ampliaram a pressão sobre cadeias logísticas e aéreas no país, razão pela qual companhias como a Latam adotaram medidas preventivas para minimizar transtornos a passageiros.

Passageiros com dúvidas sobre voos devem consultar os canais oficiais da companhia aérea para acompanhar atualizações e opções de reacomodação ou reembolso.

PUBLICIDADE


andorinha

Veja também