Desfile de Fantasias do Corumbaense registra luxo e fortalece tradição no Carnaval

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O Desfile de Fantasias do Corumbaense, realizado na noite de quinta-feira, 12 de fevereiro, confirmou sua importância como atração central do Carnaval de Corumbá ao reunir exemplares de luxo, originalidade e suntuosidade no ginásio do clube.

O evento contou com 10 inscrições na categoria Originalidade, 4 na categoria Luxo e 11 na recém-criada categoria Suntuosidade Corumbaense, uma mudança que, conforme a organização, teve como objetivo valorizar a produção local.

Organização, público e participação

A noite foi prestigiada pelo público e pela presença de cinco nomes Hors Concours, personalidades que marcaram a folia corumbaense.

Os cinco Hors Concours foram Fernanda Vanucci, Rebecca D’Albinie, Valdir Gomes, Adão Barboza e Claudinho Tasso, que integraram a programação com presenças que enriqueceram a cerimônia.

A comissão julgadora avaliou criatividade, coerência entre título e histórico da fantasia, performance, emprego de materiais e acabamento, e cada participante teve até cinco minutos para apresentação.

Declarações

Viktória Clemilson Pereira Medina ressaltou o impacto da nova categoria para a cena carnavalesca local.

“Nós só temos a agradecer, principalmente por essa nova categoria, porque com isso já damos mais valor ao Carnaval de Corumbá”

A grande campeã da categoria Suntuosidade lembrou sua trajetória de participação e o vínculo com a festa.

“São 15 anos de participação aqui. E antes eu já era aderecista dos maiores, ajudava na construção das fantasias. Então, para mim, é só agradecer a Corumbá, agradecer à administração e agradecer a todos que apoiam o Carnaval”

Premiações e trabalhos premiados

Na categoria Originalidade, dedicada a fantasias inéditas e produzidas artesanalmente com uso de materiais alternativos e recicláveis, o primeiro lugar foi para a peça intitulada O Legado da Liberdade, concebida e desfilada por Val Araújo, cuja narrativa ancestral dialogou com a resistência de Tereza de Benguela e o Quilombo do Quariterê.

O segundo lugar ficou com Ney Matogrosso – Liberdade em Estado de Arte, criação e apresentação de Kleber Kosta, homenagem ao cantor Ney Matogrosso que valorizou sua trajetória de ousadia e quebra de padrões.

Em terceiro lugar, Tributo à Abayomi, de Alex Magalhães e desfilado por Pai Robson de Ogum, celebrou ancestralidade africana e elementos artesanais como tecidos africanos, búzios, palhas, sementes do Pantanal e outros materiais simbólicos.

O quarto lugar foi alcançado por Daenerys, Rainha dos Dragões, criação e apresentação de Jackelyny Pazzolyny, confeccionada com TNT, arame, isopor, tecidos e materiais recicláveis, incluindo fundos de latinhas reaproveitadas, com dragões moldados artesanalmente e pintura manual.

Na categoria Suntuosidade Corumbaense, que exige residência em Corumbá por pelo menos dois anos e privilegia peças de grande porte e acabamento refinado, o título foi conquistado por Tributo à Imperatriz Corumbaense, concebida e desfilada por Viktória Clemilson Pereira Medina, ricamente elaborada em lurex, cobre, paetês, lã, EVA prensado, chanton, penas de faisão, folhas de louro em acetato e franjas, com paleta dominada por dourado, ferrugem, salmão e marrom.

O segundo lugar foi para Senhor das Emoções – A Alegria em Estado Suntuoso, de Kleber Kosta, cuja estética contrastou o negro profundo com o ouro luminoso em volumetria e brilho cenográfico.

Em terceiro, Verde Que Te Quero Verde, de Manoel Fernandes Aguilar, o Manoelzinho, empregou dublado verde, tinta látex, folhas secas, paetês ouro, plumas e pedrarias, inspirado na exuberância do Pantanal e no renascimento do bioma.

O quarto lugar ficou com Guerreira de Oyó, de Pelucy Velmont, que trouxe referências da ancestralidade africana e elementos como armadura dourada e penas em movimento.

Em quinto, Doce Voo Noturno das Borboletas, de Jackelyny Pazzolyny, apresentou cristais tipo Swarovski, strass, paetês, borboletas em fios de nylon, franjas e penas, celebrando leveza e transformação.

Na categoria Luxo, que destacou criações com materiais nobres e forte impacto visual, Ratanabá, de criação de Adão Barboza e desfile de Luciano Pereira Alves, conquistou o primeiro lugar com uso de penas naturais marrons, bordados com strass, pedrarias, cristais, galões e paetês de miçanga, inspirada na lenda amazônica da cidade submersa.

O segundo lugar em Luxo foi Deus Mensageiro dos Mares, também de Adão Barboza e desfilado por Emerson de Oliveira Guilhermino, trabalho em tons de azul que simulou o movimento das águas e evoca mitologias marinhas.

O Desfile de Fantasias do Corumbaense reafirmou a vocação do Carnaval da cidade como espaço de expressão artística, memória cultural e valorização do trabalho artesanal dos carnavalescos, além de consolidar a categoria Suntuosidade Corumbaense como instrumento de reconhecimento dos criadores locais.

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