Especialistas listam cuidados contra doenças transmitidas pelo beijo durante o Carnaval
Especialistas na área da saúde emitiram um alerta sobre a facilidade de circulação de agentes infecciosos através da troca de fluidos corporais em ambientes com pouca ventilação típicos da folia carnavalesca.
Médicos apontaram que o contato direto via beijo se consolidou como o principal vetor para a transmissão de enfermidades nesta época do ano dada a intensa interação social e proximidade física entre os participantes.
O vírus Epstein-Barr apareceu como uma das maiores preocupações médicas por ser o causador da mononucleose infecciosa. A coordenadora do curso de Odontologia da Wyden detalhou o funcionamento do patógeno popularmente associado à chamada doença do beijo.
“A mononucleose infecciosa é uma doença viral causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), cuja transmissão ocorre principalmente pela saliva, por meio do beijo, podendo o vírus permanecer incubado por até seis semanas antes do início dos sintomas” explica Nely Cristina Medeiros Caires.
O cenário das festividades contribuiu para a vulnerabilidade do sistema imunológico dos foliões e facilitou o adoecimento. Fatores desgastantes como a exposição prolongada ao sol combinada com noites mal dormidas e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas reduziram as defesas naturais do organismo.
Essa supressão da imunidade favoreceu a instalação de quadros virais logo após o encerramento do período festivo segundo os dados levantados pelos profissionais.
Outras patologias além da mononucleose integraram a lista de riscos frequentes associados ao contato com a saliva e aglomerações. O herpes labial e infecções virais respiratórias comuns como gripes e resfriados constaram entre as enfermidades fomentadas pela troca de secreções.

Medidas preventivas e diagnóstico
A contenção dos riscos exigiu a adoção de protocolos de higiene pessoal e observação atenta. A recomendação técnica incluiu a proibição do compartilhamento de objetos de uso pessoal como talheres garrafas e copos. Especialistas indicaram também a necessidade de evitar beijar pessoas que apresentassem lesões visíveis na região da boca.
A identificação dos sinais clínicos demandou atenção por parte dos pacientes para buscar ajuda especializada. Nely Cristina Medeiros Caires listou as manifestações físicas mais comuns e a conduta adequada.
“Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dor de garganta, cansaço excessivo, dor de cabeça e dores no corpo. Atualmente, não existe um tratamento específico para a mononucleose infecciosa. A orientação é procurar atendimento médico e odontológico e evitar o contato íntimo até a confirmação do diagnóstico” completa a especialista.
O acompanhamento profissional precoce serviu para impedir a transmissão dos agentes infecciosos para outras pessoas e para aliviar o desconforto causado pelos sintomas. A retomada segura das atividades cotidianas e a recuperação do bem-estar dependeram diretamente do cumprimento das orientações de saúde ao surgirem os primeiros indícios de infecção.
