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Mato Grosso do Sul tem 3º maior gasto com contas de água, luz e internet no Brasil

Gráfico mostrando a evolução dos gastos com contas em Mato Grosso do Sul, com destaque para despesas mensais.

Despesas básicas impulsionam custo de vida em mato grosso do sul, que figura entre os três estados com maiores encargos mensais em serviços essenciais

Mato Grosso do Sul registra o terceiro maior gasto médio do Brasil com contas recorrentes, como água, luz e internet, totalizando R$ 610 mensais. Este valor coloca o estado em uma posição de destaque negativa, ficando apenas atrás de Mato Grosso, onde as despesas alcançam R$ 670, e do Distrito Federal, com R$ 640 nesta categoria específica de custos.

Apesar do elevado custo com serviços essenciais, o custo de vida total no estado é de R$ 3.330 por mês, o que o posiciona como o 14º mais caro do ranking nacional, ficando abaixo da média brasileira de R$ 3.520. Comparado a estados vizinhos, como Paraná (R$ 4,3 mil) e São Paulo (R$ 4.270), o custo de vida geral do sul-mato-grossense é menor, mas as despesas básicas representam um peso significativo no orçamento.

Conforme pesquisa da Serasa, realizada em parceria com o instituto Opinion Box, o tripé composto por supermercado, contas recorrentes e moradia abocanha cerca de 60% do orçamento das famílias sul-mato-grossenses. Entre os gastos médios detalhados, o supermercado lidera com R$ 970 (sétimo do País), seguido por moradia, que inclui aluguel ou financiamento, com R$ 850, e saúde e atividade física, com R$ 280.

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Para Marcus Luz, especialista em educação financeira da Serasa, a organização rigorosa das contas constitui a principal ferramenta para evitar o superendividamento e a queda na pontuação de crédito. Ele ressalta que um custo de vida elevado, quando não está alinhado à renda familiar, aumenta o risco de inadimplência, o que impacta diretamente o Score. “O Score é uma equação da vida financeira do consumidor, então ele envolve tanto a questão de dívidas, de contas que estão atrasadas, negativadas, e podem impactar negativamente no score”.

Luz sugere que o primeiro passo para manter as finanças em dia é priorizar o que é indispensável, como moradia, saúde e utilidades públicas. Ele defende que pequenas mudanças de hábito no dia a dia podem gerar economias significativas no final do mês. “Sempre há formas de economizar, acho que em relação à água é sempre tomar cuidado, não deixar torneiras de maneiras abertas, sempre pensar antes de consumir e tomar esse cuidado para não deixar registros abertos e para a luz segue a mesma lógica”.

O especialista da Serasa também aborda a alimentação como um ponto crítico no orçamento. Ele esclarece que comer fora ou utilizar aplicativos de entrega tende a elevar drasticamente o custo médio, e a recomendação é cozinhar em casa se o dinheiro estiver curto. A estratégia de compra no supermercado também faz diferença, com a sugestão de planejar compras mensais em estabelecimentos do tipo “atacarejo” em vez de várias compras pequenas em mercados de bairro, que costumam ser mais caros. 

“Envolve também esse planejamento: O que é necessário? O que já tem de produto em casa? O que é necessário comprar? Para tentar ao máximo, ir pouquíssimas vezes, se possível, uma ou no máximo duas vezes, no mercado durante o mês”.

Apesar de não estar entre os estados com o custo de vida mais alto do País, o desafio de fechar as contas é real. O estudo revela que apenas 19% dos moradores da região Centro-Oeste consideram fácil gerenciar seus pagamentos e despesas diárias, demonstrando a dificuldade generalizada na gestão financeira. O especialista conclui reforçando a importância do planejamento financeiro, listando ganhos e gastos em planilhas ou blocos de notas. “Quem tem um custo de vida elevado em comparação com a renda familiar deve sim ter uma preocupação com o endividamento, por isso o planejamento financeiro é tão importante”.

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