Dólar fecha a R$ 5,18 e Ibovespa atinge maior nível da história
O dólar encerrou esta segunda-feira (9) cotado a R$ 5,1878, no menor valor desde maio de 2024. No mesmo pregão, o Ibovespa subiu 1,80% e fechou aos 186.241 pontos, maior nível já registrado pelo principal índice da bolsa brasileira.
A moeda americana recuou 0,62% ao longo do dia, pressionada por fatores externos. O mercado reagiu a informações divulgadas pela Bloomberg News de que reguladores da China recomendaram a bancos do país a redução de investimentos em títulos do Tesouro dos Estados Unidos, as chamadas Treasuries. A sinalização reforçou a leitura de menor apetite por ativos americanos e aumento do fluxo para mercados emergentes, como o Brasil.
O ambiente internacional também foi influenciado por declarações do assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett. Ele afirmou que o crescimento do emprego nos Estados Unidos pode desacelerar nos próximos meses, o que elevou as apostas de uma postura mais favorável do Federal Reserve a cortes de juros. A perspectiva de juros menores nos EUA contribuiu para a valorização de moedas de países emergentes.
No cenário político externo, investidores acompanharam a eleição de António José Seguro para a Presidência de Portugal e o avanço do Partido Liberal Democrata no Japão, que garantiu dois terços do Parlamento sob a liderança da primeira-ministra Sanae Takaichi. Os eventos reforçaram a leitura de estabilidade institucional em economias relevantes.
No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comentou a situação do Banco Master. Segundo ele, o caso gerou uma reação desproporcional em relação ao porte da instituição. Galípolo afirmou ainda que a política monetária segue em processo de calibragem e alertou que as sinalizações de corte de juros a partir de março não devem ser interpretadas como uma vitória definitiva sobre a inflação.
Dados domésticos também entraram no radar. O Boletim Focus apontou nova redução na projeção de inflação para 2026, agora em 3,97%. A temporada de balanços corporativos ajudou a sustentar o desempenho da bolsa, com destaque para o BTG Pactual, que divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 40,3% em um ano.
