Policial militar é preso dentro de batalhão suspeito de estupro e extorsão no Rio
Investigadores da 82ª DP de Maricá e equipes da Polícia Militar realizaram a prisão de um agente de segurança nesta quarta-feira, dia 4. O policial foi detido no interior do batalhão onde prestava serviço, localizado no bairro de Bonsucesso na zona norte do Rio de Janeiro.
As autoridades apontam o envolvimento do servidor em uma série de crimes graves que incluem estupro, roubo e extorsão mediante uso de arma de fogo. A operação cumpriu um mandado de prisão temporária contra o suspeito enquanto a defesa dele não havia sido localizada até o fechamento das informações.
O inquérito da Polícia Civil indica que o policial atuou junto com um comparsa para invadir a casa da vítima sob o pretexto de cobrar uma suposta dívida de agiotagem. O valor inicial de 800 reais teria sido aumentado arbitrariamente para 7 mil reais pelos criminosos.
Os suspeitos armados subtraíram aparelhos eletrônicos da residência e obrigaram a pessoa a acompanhá-los e ingerir bebidas alcoólicas. A violência escalou no início de janeiro quando a vítima foi levada à força para uma área deserta no bairro do Limão.
Nesse local isolado ocorreram as agressões físicas e a violência sexual que causaram diversas lesões corporais na vítima. A gravidade dos fatos motivou a expedição dos mandados judiciais cumpridos nesta semana pelas forças de segurança.
Buscas foram realizadas na casa do segundo envolvido que não foi encontrado pelos agentes e passou a ser considerado foragido da justiça. As equipes apreenderam no imóvel uma espingarda com muita munição, uma pistola, coletes balísticos e cadernos com anotações típicas da prática de agiotagem.
Duas televisões pertencentes à vítima foram recuperadas no local, onde também havia um tucano mantido em cativeiro de forma irregular, além de equipamentos táticos como balaclava. A investigação prossegue para capturar o foragido e determinar a extensão das atividades ilícitas do grupo.
O agente detido foi encaminhado para a unidade prisional da corporação e enfrentará um procedimento administrativo disciplinar para apuração interna dos fatos. O comando da instituição emitiu um posicionamento oficial sobre a conduta esperada de seus membros.
“A Polícia Militar não compactua com desvios de conduta ou crimes cometidos por integrantes da corporação e pune com rigor os envolvidos sempre que os fatos são devidamente constatados”.

