Governo de MS avança na regulação integrada com nova arquitetura da saúde
O Governo de Mato Grosso do Sul (MS) deu um passo decisivo na implementação da nova arquitetura da saúde ao avançar no processo de regulação integrada, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde). O foco da iniciativa é assegurar o atendimento a todos os pacientes que necessitam de leitos hospitalares, distribuindo-os conforme a complexidade da patologia e a disponibilidade da rede.
O governador Eduardo Riedel visitou a sede do Complexo Regulador do Estado em Campo Grande nesta segunda-feira (26), onde as equipes de saúde atuam na integração dos sistemas regulatórios. A medida visa aumentar a celeridade e a eficiência na prestação de serviço à população.
O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou que o objetivo principal é a fluidez nos processos. “A intenção é dar maior fluxo nos processos de regulação, garantindo o lugar certo aos pacientes que necessitam de leitos hospitalares, de acordo com a complexidade do leito e da patologia. A população vai perceber uma maior celeridade na prestação do serviço regulatório, ou seja, acesso mais rápido às suas necessidades”.
O sistema que está sendo unificado tratava, anteriormente, apenas das áreas de urgência e emergência. Segundo Simões, o processo de integração está em fase inicial, mas com metas claras de unificação. “Estamos em um princípio de integração, completamos três semanas, mas pretendemos construir um processo unificado, compartilhado, capaz de gerar resultados práticos à população sul-mato-grossense, em especial da Capital”.
Ao acompanhar as mudanças, o governador Eduardo Riedel frisou que a transformação da saúde exige um esforço conjunto e alinhamento de metas entre os diferentes níveis de gestão. “A equipe está orientada na mesma direção, o município e o Estado, assim como as secretarias municipais também. E essa transformação demanda a conquista de alguns amadurecimentos de processos de fluxos e de mudanças, além de investimentos por parte do Estado, dos municípios, mas acima de tudo essa capacidade de integração”.
Otimização e Regionalização da Assistência
A unificação das regulações, tanto da região de Campo Grande quanto a estadual, é considerada uma ferramenta estratégica para otimizar os recursos disponíveis na rede. A secretária adjunta da SES, Crhistinne Maymone, explicou que a ação potencializa o trabalho ofertado. “A integração das duas regulações, tanto da região de Campo Grande quanto a regulação estadual, ela pode ser considerada como uma ferramenta estratégica para a gente otimizar recursos. Então, ambas em conjunto podem potencializar muito o trabalho que é ofertado para a população e a efetividade da nova arquitetura da saúde”.
A organização estratégica da central reguladora foi planejada para o melhor aproveitamento das ofertas de atendimento em todo o território estadual. De acordo com a superintendente de Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica Benetasso, a integração reforça a regionalização. “A central foi estrategicamente organizada entre as duas equipes, para o melhor aproveitamento das ofertas realizadas pelo Estado. Isso já faz parte dessa nova arquitetura, porque na verdade a gente visa agora cada vez mais a organização de fato da regionalização da saúde. Com as duas equipes estando frente de toda a oferta da rede assistencial, a gente consegue aproveitar melhor o encaminhamento dos pacientes para esses hospitais que fazem parte da nossa rede nas regiões”.
Essa política de regionalização já é uma realidade em Mato Grosso do Sul, permitindo a realização de procedimentos cirúrgicos em hospitais do interior. Esse fato contribui para diminuir o tempo de espera e oferece mais conforto aos pacientes, que são atendidos mais próximos de suas casas, o que auxilia na recuperação e no acompanhamento pós-operatório.
Modelo de Média e Alta Complexidade
O planejamento da SES para a atenção hospitalar visa descentralizar os atendimentos e otimizar a capacidade dos hospitais regionais, beneficiando diretamente os 79 municípios. O investimento total realizado pelo Governo do Estado, desde 2023 até o momento, para colocar a nova operação em prática, soma mais de R$ 1,8 bilhão, incluindo obras, aquisição de equipamentos, convênios com municípios, incentivo hospitalar e repasses via MS Saúde.
Uma das principais modificações desse modelo de regionalização é a criação de cinturões de média complexidade ao redor das cidades que são referências para alta complexidade dentro das macrorregiões de saúde. O conceito garante que os hospitais de referência possam se concentrar nos casos mais graves, evitando sobrecarga.
As cidades de referência para alta complexidade são Campo Grande (Região Central), Dourados (Cone Sul) e Três Lagoas (Costa Leste). Já os municípios menores ao redor dessas referências formam o cinturão, assumindo a média complexidade e garantindo que procedimentos menos complexos sejam resolvidos mais perto dos pacientes, reduzindo deslocamentos desnecessários.
Na Macrorregião Costa Leste, por exemplo, Três Lagoas concentra a alta complexidade, enquanto Bataguassu, Paranaíba, Aparecida do Taboado, Costa Rica, Cassilândia e Chapadão do Sul absorvem a média complexidade.
Na Macrorregião Central, Campo Grande atende a alta complexidade, e o cinturão de média complexidade é composto por municípios como Aquidauana, Coxim, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia, Maracaju, Bela Vista e Jardim.
Por fim, na Macrorregião Cone Sul, Dourados é a referência para alta complexidade, e as cidades de Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Rio Brilhante e Fátima do Sul absorvem os casos de média complexidade. A estratégia garante maior disponibilidade de vagas para casos graves nas referências e torna a regulação integrada mais eficiente.

