Ex-presidentes e republicanos criticam governo por morte em Minneapolis

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A morte do norte-americano Alex Pretti, de 37 anos, no sábado, em Minneapolis, motivou críticas abertas de ex-presidentes e de políticos de ambos os partidos, além de pedidos de investigação sobre operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA e a atuação federal na cidade.

Em meio a protestos e intensificação do debate público, figuras políticas de destaque responsabilizaram a administração pela escalada das ações. Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos, fez uma declaração pública sobre o episódio e seu contexto.

“Nas últimas semanas, assistimos a cenas horrorosas em Minneapolis e em outras comunidades que nunca acreditei que pudessem acontecer nos EUA. Pessoas, incluindo crianças, foram tiradas de suas casas, locais de trabalho e das ruas por agentes federais mascarados. Manifestantes pacíficos e cidadãos exercitando seu direito constitucional de observar e documentar o trabalho da lei foram presos, espancados, atacados com gás e, mais gravemente, nos casos de Renee Good e Alex Pretti, atingidos e mortos”

Barack Obama e Michelle Obama também tornaram pública uma manifestação sobre as ações do governo que culminaram na morte de Pretti, cobrando responsabilidade e coordenação com autoridades locais.

“O assassinato de Alex Pretti é uma tragédia gigantesca. Deveria ser também um chamado para o despertar de cada americano, independentemente de partido, sobre como os nossos valores centrais como nação estão sob assalto crescente. Agentes da lei e da imigração têm um trabalho difícil. Mas os americanos esperam que eles realizem suas obrigações de uma maneira responsável e dentro da lei, e que atuem junto (e não contra) as forças policiais locais para garantir a segurança pública”

Na sequência, o casal ex-presidente destacou que o governo tem desinformado sobre as ações do ICE e acusado autoridades de ampliar o conflito por meio de informações falsas sobre as mortes citadas.

“Isso tem que parar. Espero que, depois desta tragédia mais recente, autoridades desta administração reconsiderem sua maneira de agir e comecem a encontrar meios de trabalhar de maneira construtiva com o governador Walz e com o prefeito Frey.”

A deputada Alexandria Ocasio-Cortez manifestou-se por meio das redes sociais, ligando as ações federais a violações dos direitos constitucionais e citando outras vítimas.

“Você está defendendo o assassinato de americanos comuns por exercitarem seus direitos constitucionais. Primeiro foi a mãe de uma criança de seis anos. Agora, um enfermeiro que ajudava veteranos. Ambos com tiros à queima-roupa. Tudo sem pensar e sem remorso. As pessoas não vão se esquecer disso.”

Pressão por investigação e críticas de aliados do presidente

Além das reações do Partido Democrata, representantes republicanos também exigiram apuração e criticaram a credibilidade das agências federais envolvidas, ampliando a pressão política sobre a administração.

O senador republicano Bill Cassidy publicou um apelo por uma investigação combinada entre instâncias federais e estaduais para estabelecer os fatos e restituir confiança pública.

“Os eventos de Minneapolis são incrivelmente perturbadores. A credibilidade do ICE e do Departamento de Segurança Interna estão sob risco. Deve haver uma investigação federal e estadual conjunta. Podemos confiar a verdade ao povo americano”

A senadora Lisa Murkowski, republicana pelo Alasca, apontou questões sobre treinamento e ordens dadas a agentes e citou imagens que, segundo ela, mostram a vítima desarmada.

“A tragédia e o caos no país que testemunhamos em Minnesota são chocantes. A morte de Alex Pretti, um cidadão norte-americano, pelos agentes do ICE, deveria levantar sérias questões sobre o treinamento e as ordens dadas aos policiais das forças de imigração. Carregar uma arma legalizada não justifica o assassinato por agentes federais, especialmente – como mostram os vídeos – depois de esta vítima ter sido desarmada.”

Em seu posicionamento, Murkowski concluiu defendendo investigação independente e a realização de audiências no Congresso para esclarecer o ocorrido.

O caso intensificou um debate nacional sobre limites da ação federal, coordenação com autoridades locais e transparência das agências envolvidas, e deixou claro que a apuração sobre a morte de Pretti será exigida por diferentes segmentos políticos.

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