Reino Unido avalia proibir redes sociais para crianças em consulta nacional
O governo do Reino Unido anunciou nesta segunda-feira (20) a abertura de uma consulta sobre o uso de redes sociais por crianças que contempla, entre outras medidas, a possibilidade de proibir o acesso para menores de uma determinada idade.
A iniciativa pretende reunir evidências de diferentes países para analisar uma ampla gama de propostas, incluindo a avaliação da eficácia de eventual proibição e, caso seja adotada, a forma mais adequada de implementá‑la para que funcione na prática.
O executivo informou que os trabalhos incluirão a análise de exemplos internacionais e aplicativos de políticas públicas, com foco em identificar modelos que possam ser adaptados ao contexto britânico.
Ministros devem visitar a Austrália, que no mês passado tornou‑se o primeiro país a proibir as redes sociais para menores de 16 anos, com o objetivo de aprender em primeira mão com a abordagem adotada, segundo o comunicado.
Além da avaliação sobre faixas etárias e regras de acesso, a consulta também abordará orientações mais rígidas para escolas em relação ao uso de telefones celulares no ambiente escolar, buscando reduzir riscos e problemas associados ao uso precoce das plataformas digitais.
O governo ressaltou que o levantamento de evidências será amplo e internacional, com o propósito de fundamentar decisões e desenhar mecanismos de fiscalização e aplicação que sejam eficazes caso uma proibição venha a ser adotada.
O comunicado inclui a advertência “É proibida a reprodução deste conteúdo.”
A consulta marca um movimento do Reino Unido para avaliar mudanças regulatórias sobre plataformas digitais destinadas a jovens e pretende combinar dados empíricos com experiências práticas observadas em outros países.

