ESPN garante Libertadores até 2030 e aposta no YouTube para ampliar alcance

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O ciclo de transmissões esportivas da Disney no Brasil ganhou um novo capítulo decisivo com a garantia dos direitos da Libertadores e da Copa Sul-Americana até o final da década.

A manutenção dos torneios continentais na grade de programação representa o movimento mais estratégico da empresa para os próximos anos. Carlos Maluf, principal executivo da operação brasileira, destaca a relevância desse ativo para a conexão com a audiência nacional e a estabilidade que o contrato de longo prazo proporciona. “A renovação da Libertadores era uma prioridade clara. É um dos ativos mais relevantes do nosso portfólio e tem enorme conexão com o público brasileiro. Garantir esse direito até 2030 nos dá segurança para planejar cobertura, investimentos e inovação com previsibilidade editorial, tecnológica e de conteúdo ao longo de todo o ciclo”.

O ano de 2025 registrou um crescimento de 15% nos índices de audiência do canal, impulsionado em grande parte pela aquisição da segunda divisão nacional. O desempenho da Série B superou as expectativas iniciais e alcançou marcas expressivas de telespectadores na televisão linear, consolidando a aposta em competições regionais. “A Série B teve um desempenho muito sólido e, em alguns momentos, alcançou mais de 12 milhões de pessoas somente pela televisão, além de grande aumento de interesse e engajamento nas diversas frentes da ESPN. Isso mostra a força do futebol brasileiro e o interesse do torcedor por torneios competitivos e de grande apelo”.

A presença digital ganhou contornos de prioridade na estratégia da companhia, com investimentos direcionados ao YouTube para complementar a experiência tradicional. A plataforma de vídeos receberá novos formatos e conteúdos ao vivo em 2026, funcionando como uma extensão do ecossistema da marca para capturar novos hábitos de consumo. “O YouTube é uma plataforma estratégica para a ESPN. Não é apenas uma questão de concorrência, mas uma adaptação do canal às novas formas de consumo de conteúdo esportivo. O digital é parte integrante do nosso ecossistema e complementa a experiência do fã com conteúdos que ampliam o alcance e a relevância da marca”.

O valor da assinatura do serviço de streaming Disney+ Premium, fixado em R$ 65, gera questionamentos por parte dos consumidores, mas a empresa sustenta o preço baseada na exclusividade do catálogo. A oferta inclui mais de 300 eventos ao vivo semanais, abrangendo desde os quatro Grand Slams de tênis até ligas europeias de futebol e a NBA. “Tem direitos que não existem em nenhum outro lugar. O Disney+ Premium faz parte da estratégia de distribuição de conteúdos esportivos de maior valor. É importante destacar que o Disney+ mantém uma oferta esportiva absoluta no mercado nacional, com todas as atrações dos canais ESPN, além de jogos exclusivos”.

A divisão dos direitos da NFL com a TV aberta foi avaliada como benéfica para a popularização da liga no país, enquanto a equipe de transmissão passa por ajustes constantes para atender à demanda crescente. Nomes como Fernando Ribeiro e André Hernan reforçaram o time recentemente, com foco também na linguagem digital. “A divisão dos direitos da NFL é positiva para o crescimento da liga no Brasil, porque amplia o alcance da competição e fortalece o produto como um todo. A ESPN segue como referência na cobertura do esporte, com análise, profundidade e uma linguagem muito consolidada com o fã”.

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