Trump apoia governo palestino tecnocrático para gerir transição em Gaza
O presidente dos Estados Unidos anunciou respaldo ao recém-nomeado governo palestino tecnocrático, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, previsto para gerir a administração local durante um período de transição sob supervisão externa.
Ao detalhar o apoio norte-americano ao novo mecanismo, o mandatário expôs o enquadramento e a finalidade do órgão. “Estou apoiando um governo tecnocrático palestino recém-nomeado, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, apoiado pelo Alto Representante do Conselho, para governar Gaza durante sua transição”
Em outra publicação nas redes sociais, o presidente informou que o ‘Conselho da Paz’ foi formado e que os nomes de seus integrantes serão anunciados em breve.
Em outubro, Israel e o grupo militante Hamas aprovaram o plano que prevê a supervisão internacional da governança de Gaza por um chamado ‘Conselho de Paz’, responsável por acompanhar o processo enquanto vigora a transição.
De acordo com mediadores Egito, Catar e Turquia, o órgão tecnocrático terá 15 membros e será liderado por Ali Shaath, ex-vice-ministro da Autoridade Palestina apoiada pelo Ocidente, que foi responsável pelo desenvolvimento de zonas industriais.
O presidente também ressaltou o respaldo político aos nomes indicados e enalteceu a disposição deles em buscar estabilidade. “Esses líderes palestinos estão inabalavelmente comprometidos com um futuro de paz”
Desde o início da trégua em outubro, Israel e o Hamas se acusam mutuamente de violações, e o cessar-fogo tem se mostrado frágil, com mais de 440 palestinos, incluindo mais de 100 crianças, e três soldados israelenses mortos desde então.
O acordo já enfrentou dificuldades práticas, entre elas o fracasso na recuperação dos restos mortais de um último refém israelense, os atrasos na reabertura da passagem de Gaza com o Egito e a recusa do Hamas em se desarmar até o momento.
Para avançar com a segunda fase do cessar-fogo, Washington e seus parceiros mediadores precisarão enfrentar desafios complexos, como o desarmamento do Hamas, a retirada israelense condicionada ao desarmamento e a eventual implantação de uma força internacional de manutenção da paz.
O presidente também reiterou que o Egito, o Catar e a Turquia ajudarão a garantir o que chamou de ‘acordo abrangente de desmilitarização’ com o Hamas.

