Trump ameaça Cuba e governo de Miguel Díaz-Canel reage

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou aos domingos mensagens em sua rede social nas quais afirmou que a ilha não terá mais o petróleo que vinha da Venezuela, medida que, segundo ele, marca o fim de um sistema de benefícios entre os dois países.

Em seguida ao anúncio sobre o corte de fornecimento, Trump escreveu a respeito do que considera a relação entre Havana e Caracas. “Cuba viveu muitos anos com uma grande quantidade de petróleo e dinheiro vindos da Venezuela. Em contrapartida, Cuba fornecia “serviços de segurança” para os dos últimos ditadores venezuelanos. Agora isso acabou!”

O presidente norte-americano também trouxe à postagem detalhes sobre a operação que capturou o líder venezuelano no início de janeiro e fez uma afirmação sobre as consequências para o aparato de segurança de Nicolás Maduro. “A Venezuela agora tem os EUA, a força militar mais poderosa do mundo (de longe!) pra protegê-los”

Na mesma sequência de publicações, Trump dirigiu um aviso direto ao governo cubano, sugerindo um acordo diplomático. “Sugiro fortemente que eles façam um acordo antes que seja tarde demais”

Fontes citadas nas publicações apontam que a Venezuela era o maior fornecedor de petróleo para Cuba, e que houve um corte abrupto desse serviço após o sequestro de Maduro, evento citado por Trump como marco da mudança nas relações regionais.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu às declarações nos canais oficiais do governo e nas redes sociais, defendendo a soberania da ilha e contrapondo a narrativa dos Estados Unidos com críticas históricas às medidas externas contra o país. “Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos e ela não ameaça, ela se prepara para defender a Pátria até a última gota de sangue”

Ao relacionar as dificuldades econômicas à política externa estadunidense, Díaz-Canel chamou atenção para o impacto de sanções e restrições no cotidiano cubano. “deveriam se calar por vergonha, porque sabem e reconhecem que elas são fruto das medidas de asfixia extrema que os EUA nos aplicam há seis décadas e que agora ameaçam superar”

O presidente cubano acrescentou uma crítica direta ao moralismo externo e comentou a reação internacional à postura do governo da ilha. “não têm moral nenhuma para apontar o dedo para Cuba, pois transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas”

Díaz-Canel ainda caracterizou os que se opõem à continuidade do modelo político cubano como movidos por uma reação emocional diante da escolha popular. “Aqueles que agora se revoltam histericamente contra nossa nação estão consumidos pela raiva da decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”

As postagens de Washington e Havana foram publicadas no mesmo dia, intensificando um embate retórico que mistura alegações sobre segurança regional, suprimentos energéticos e acusações históricas sobre intervenções e bloqueios. As declarações permanecem sem confirmação oficial adicional sobre medidas concretas que alterem imediatamente a entrega de petróleo ou provoquem mudanças diplomáticas imediatas.

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