Estados Unidos se declaram prontos para auxiliar manifestantes no Irã

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O presidente norte-americano Donald Trump afirmou nessa sexta-feira (9) que seu país poderia intervir no Irã caso o regime matasse manifestantes, declaração que chega em meio a uma onda de manifestações que já deixou mais de 50 pessoas mortas e a relatos de repressão intensificada, segundo informam as agências internacionais.

A declaração foi publicada em sua própria rede social.

“O Irã está em busca de liberdade, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar, escreveu em sua própria rede social.”

Repressão e corte de comunicações

Desde ontem (9) o Irã passa por um apagão na internet provocado pelas autoridades locais, medida que afetou o fluxo de informações dentro e para fora do país. Telefonemas também não chegam ao Irã e voos foram cancelados, ampliando o isolamento das áreas onde ocorrem os protestos.

Autoridades locais intensificaram a repressão contra os protestos, conforme relatam agências internacionais, enquanto organizações e observadores monitoram o aumento da violência nas ruas.

Origem e posicionamentos

As manifestações tiveram início no dia 28 de dezembro, motivadas inicialmente pelo aumento da inflação. Com o avanço das mobilizações, os protestos adquiriram caráter político e passaram a reivindicar a derrubada do governo.

Ali Khamenei, líder supremo do Irã, disse que os protestos são promovidos por “vândalos” que agem em nome de Donald Trump, posicionamento divulgado em meio ao clima de tensão interna e à escalada das medidas de controle das comunicações.

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